António Variações continua a ser um marco na história da musica portuguesa e os seus temas continuam actuais. "Variações é uma palavra que sugere elasticidade, liberdade. E é exactamente isso que eu sou e que faço no campo da música. Aquilo que canto é heterogéneo. Não quero enveredar por um estilo. Não sou limitado. Tenho a preocupação de fazer coisas de vários estilos". Afirmou este excêntrico, paradoxal e visionário interprete da música portuguesa.
terça-feira, 21 de julho de 2009
domingo, 12 de julho de 2009
Inter-Freguesias
Na tarde de Sábado, 11 de Julho, a UDCA organizou no seu campo de futebol uma festa de encerramento da época 2008/2009 do Campeonato Inter-Freguesias, que a população aderiu com grande entusiasmo e participação, não faltando as tradicionais febras e o frango assado. Durante a festa foi apresentada a taça "Os mais de 2009" conquistada pela UDCA no referido campeonato.
quarta-feira, 8 de julho de 2009
Ó Zé quem ganhou a taça?
Outrora, antes da construção da A28, dos seus acessos e das instalações da Agros, a pequenada fazia vários percursos pedonais à revelia da autorização dos seus progenitores pelos lugares mais bucólicos e pitorescos da nossa terra. Um dos percursos preferidos era por uma viela que se iniciava no Adro da Igreja do Nosso Senhor dos Milagres, ao lado da casa da Dª Isaura e continuava por caminhos e carreiros até aos pinhais e campos de Quintela e Cassapos.
Era a aventura e a descoberta a fervilhar nas nossas cabeças, eram os sardões, as sardaniscas ou as cobras que atravessavam e apanhavam sol nos dias de canícula nos carreiros que calcorreávamos, era a tentação dos ninhos que descobríamos nos mais variados locais dos pinhais, eram as amoras que comíamos deleitadamente, era a redobrada emoção da descoberta.
Outras vezes levávamos uma bola para brincar ou jogávamos num qualquer espaço que encontrássemos a jeito.
Nessa altura existia uma casa onde viviam um miúdo deficiente motor que se deslocava com a ajuda de muletas, que se chamava Zé Macedo, meu amigo, a mãe e o avô. Lembro-me que ao pé dessa casa existia um lavadouro público alimentado por uma linha de água natural (que pena que esse lavadouro não faça parte do nosso património histórico, devidamente enquadrado num percurso pedonal) e perto um pequeno planalto com algum afloramento rochoso, mas com algumas condições para se poder dar uns chutos na bola.
Numa tarde soalheira de Verão, não resistimos à tentação de fazer um jogo nesse pequeno campo ao pé da casa do Zé. Naquela altura o Benfica era a equipa da moda, como agora é o Porto, e era com orgulho que gostávamos de ser comparados com os então ídolos da bola, eu sou o Eusébio, eu sou o Coluna, eu sou o José Augusto, eu sou o Jaime Graça, etc....eu sou avançado de centro, eu sou extremo-esquerdo, eu sou médio,...enfim..., era uma alegria.
Entretanto irrompe do meio de nós o Zé: ..."tenho uma taça para a equipa que ganhar o jogo", e mostrou-a, era de facto uma taça!
Sei que jogámos, não me lembro se o jogo chegou ao fim ou não (às vezes não chegava...), não me lembro quem a ganhou, mas que havia uma taça em disputa, havia. Ó Zé quem ganhou a taça?
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Quem és, donde vens, e para onde vais?
Conta-se que certa vez, o poeta Bocage, saindo já noite larga do Café Nicola, um dos seus inúmeros amigos resolveu pregar-lhe um susto. Fingindo-se de assaltante, abordou-o e perguntou-lhe em tom agressivo: -Quem és, donde vens, e para onde vais?
.
Ao que responde o Bocage:
.
Sou o poeta Bocage
E venho do Café Nicola
E vou para o outro mundo
Se disparas a pistola.
.
Vem esta história, atribuída ao grande poeta Bocage, a propósito da próxima campanha eleitoral para os órgãos autárquicos da nossa freguesia, onde, pelo que se diz, já se ouvem os candidatos e as suas promessas improváveis do costume para a conquista dos votos.
A nossa terra merece autarcas de qualidade, que represente e projecte a nossa freguesia, nos mais variados domínios, para um merecido lugar de topo no concelho da Póvoa de Varzim.
Mas para isso são necessários candidatos qualificados e competentes.
A nossa terra merece autarcas de qualidade, que represente e projecte a nossa freguesia, nos mais variados domínios, para um merecido lugar de topo no concelho da Póvoa de Varzim.
Mas para isso são necessários candidatos qualificados e competentes.
Antes de darmos o nosso voto devemos interrogar-nos sobre os candidatos com as mesmas perguntas feitas pelo amigo ao Bocage:
.
Quem és?
Donde vens?
E para onde vais?
sábado, 20 de junho de 2009
Toulouse aqui tão perto
A União Desportiva e Cultural de Argivai foi digna representante de Argivai no torneio de futebol juvenil Challenge de L'espace, organizado pelo Toulouse St Jo Football, nos dias 13 e 14 de Junho.
O trabalho incansável da direcção da UDCA, demonstrado nesta deslocação a terras de França, e os patrocínios da Câmara Municipal, da Junta de Freguesia e de entidades privadas, sem os quais não seria possível a participação neste evento além fronteiras, deram oportunidade aos pequenos atletas de Argivai de se familiarizarem com realidades desportivas, sociais e familiares enriquecedoras.
Registe-se a enorme simpatia dos cidadãos franceses pelos pequenos atletas portugueses de Argivai, que tiveram o privilégio de serem os únicos que foram recebidos por famílias de acolhimento de Toulouse, prestando estas todo o apoio e carinho durante os dois dias de torneio, tendo também fornecido a alimentação além do alojamento.
A representação Argivaiense dividiu-se por dois escalões designados por Benjamins, nascidos em 1997-1998 e por Pintainhos, nascidos em 1999-2000. No total participaram 32 equipas de vários países.
Além da brilhante participação dos nossos atletas, refira-se a extraordinária organização do evento, a cargo do Toulouse St Jo Football, a quem agradecemos, por nos últimos anos nos ter convidado ininterruptamente a participar neste torneio.
terça-feira, 2 de junho de 2009
Pitões das Júnias
Inspirados na beleza humana e paisagística de Pitões das Júnias, um escritor português, Aurelino Costa, e um pintor galego, Anxo Pastor, uniram as suas artes para dar à luz um livro de poesia ilustrado sobre aquela que é considerada uma das freguesias mais turísticas do concelho de Montalegre. A obra, intitulada precisamente "Pitões das Júnias", já foi editada em Dezembro do ano passado, mas a sua apresentação só aconteceu no passado sábado, primeiro, nas casa do povo da freguesia de Pitões e, depois, em Mourilhe, no Hotel Rural do conhecido padre Fontes.
O autor dos pequenos versos que compõem o livro de 40 páginas é Aurelino Costa, um advogado natural da Póvoa do Varzim, que se dedica também à escrita poética e à declamação de versos, acompanhada por músicos. As imagens que completam os seus poemas, são do pintor Anxo Pastor, director da galeria de arte "Arcana" em Vilagarcía de Arousa, na Galiza, e coordenador de uma pagina literária que mensalmente é publicada no jornal "Faro de Vigo".
No discurso de apresentação da obra, Aurelino Costa explicou que o livro reflecte a visão de um "turista que, mais do que tirar umas fotografias para depois chegar a Lisboa e dizer que aquela terra é muito bonita, procurou o interior do povo (de Pitões)". Anxo Pastor revelou, por sua vez, que se trata de um livro "aberto à reflexão" e "carregado de sugestões singelas e humildes, típicas do mundo rural", que pretende ser "um contraponto ao fenómeno da globalização".
O livro tem a chancela da editora "Fluviais" e da galeria de arte "Arcana".
Diário de Trás-Os-Montes, 28 Janeiro de 2003
terça-feira, 26 de maio de 2009
Sr. Manuel Lopes
Num dia destes dei comigo a revisitar mentalmente a minha terra: as pessoas, os edifícios, os campos verdejantes, os lugares, as brincadeiras,... histórias da infância, da juventude e de hoje.
Neste apelo telúrico, a família do Sr. Manuel Lopes fez parte do meu imaginário, retive na memória da minha meninice a sua mãe, Srª Ana Rosa Fernandes, e o seu irmão, Sr. José Lopes, pequenos agricultores de subsistência com casa própria, pessoas ensimesmadas e isoladas do mundo, pacatas e trabalhadoras.
Neste apelo telúrico, a família do Sr. Manuel Lopes fez parte do meu imaginário, retive na memória da minha meninice a sua mãe, Srª Ana Rosa Fernandes, e o seu irmão, Sr. José Lopes, pequenos agricultores de subsistência com casa própria, pessoas ensimesmadas e isoladas do mundo, pacatas e trabalhadoras.
Esta família viveu no Largo do Padrão, no edifício onde hoje é a sede da Junta de Freguesia. As diatribes da rapaziada da faixa etária dos alunos da escola primária fez do Sr. Manuel Lopes, pelo seu aspecto físico, pela sua indumentária humilde e pelo seu modo de ser, lembremo-nos que ele era uma pessoa assocializada sem saber ler e escrever, o alvo preferido da irreverência juvenil, pegávamos com ele, pregávamos partidas, e fugíamos à sua frente com medo que nos apanhasse e nos açoitasse, coisas de Argivai de outros tempos.
Com o desenrolar dos anos o Sr. Manuel Lopes (31 de Dezembro de 1932, - 12 de Novembro de 2006) passou a ser o único elemento vivo da família, a viver sozinho em sua casa com uma modesta reforma, quantas vezes o vi exorcizando a sua solidão fruto da socialização entretanto adquirida, a tomar café, a fumar ou a beber um fino no Salão Social ou no Café Anjo, locais que frequentava regularmente.
Figura típica da terra, tantas vezes zombeteado, este homem que nos tempos da minha meninice me incutia medo, agora sorria e comunicava, num vocabulário pobre mas sempre com respeito, às variadíssimas acções e interpelações, ás vezes jocosas, dos circunstantes. Passou a ser visita praticamente diária dos locais acima referidos, Salão Social e Café Anjo, onde com o seu jeito humilde e a sua voz tonitruante pedia aos circunjacentes para pagarem um fino, outras vezes um cigarro ou um café, sempre com educação, quando, muitas vezes, a paga era a risota e a galhofa.
Com o desenrolar dos anos o Sr. Manuel Lopes (31 de Dezembro de 1932, - 12 de Novembro de 2006) passou a ser o único elemento vivo da família, a viver sozinho em sua casa com uma modesta reforma, quantas vezes o vi exorcizando a sua solidão fruto da socialização entretanto adquirida, a tomar café, a fumar ou a beber um fino no Salão Social ou no Café Anjo, locais que frequentava regularmente.
Figura típica da terra, tantas vezes zombeteado, este homem que nos tempos da minha meninice me incutia medo, agora sorria e comunicava, num vocabulário pobre mas sempre com respeito, às variadíssimas acções e interpelações, ás vezes jocosas, dos circunstantes. Passou a ser visita praticamente diária dos locais acima referidos, Salão Social e Café Anjo, onde com o seu jeito humilde e a sua voz tonitruante pedia aos circunjacentes para pagarem um fino, outras vezes um cigarro ou um café, sempre com educação, quando, muitas vezes, a paga era a risota e a galhofa.
Este homem merece o nosso profundo respeito e a sua memória deve ser perpetuada como o maior benemérito da nossa terra. Não sabia ler e escrever, concitou a risota insensata e injusta de muitos de nós, mas, apesar disso, deixou-nos um belo edifício, sem o qual não teríamos a actual sede da Junta de Freguesia e nem teríamos a futura Creche, é importante que tenhamos isto muito bem presente - o Sr. Manuel Lopes ofereceu à sua terra tudo o que possuía, o actual edifício da Junta de Freguesia de Argivai e terreno anexo.
O que foi feito para perpetuar a nossa gratidão por este homem? Foi atribuido o seu nome a uma rua (travessa) secundária, confrontante com o Feira Nova, o que é pouco, atendendo ao muito que nos deu; considero uma grande injustiça, porque temos nomes de ruas centrais cujos titulares pouco deram, comparados com a generosidade do Sr. Manuel Lopes. Façamos justiça! Este homem era humilde, analfabeto, descuidado no asseio, usava roupa antiga, mas deu tudo a Argivai.
.
Por mim e por muitos argivaienses:
Muito Obrigado Sr. Manuel Lopes!
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Pôr os pontos nos is
No exercício da actividade cívica na minha terra, participei pelas 21 horas do dia 18 de Maio de 2009 na reunião da Assembleia Geral da Argevadi, na qual após a leitura da acta da Assembleia anterior, que não compareci por motivos que oportunamente explicarei (fica para uma próxima oportunidade o antecedente historico e o triste relato do que lá se passou, que objectivamente não dignifica o nome da Argevadi nem o bom nome de Argivai, mas enfim, um dia destes farei a devida divulgação...), solicitei a palavra, onde abordei questões importantes relacionadas com determinados procedimentos legais e éticos de quem (penso que poucos) compõe a referida associação, por ter afastado abusivamente o Presidente do Conselho Fiscal da Argevadi, com um património de centenas de milhares de contos oferecidos pela Freguesia de Argivai, pela Câmara Municipal e pelo Governo, com a mesma ligeireza com que se toma uma café. Esta atitude dos responsáveis pelo afastamento do Presidente do Conselho Fiscal configura uma sede enorme de poder absoluto, autofiscalizando-se a seu bel prazer - o que é anormal e pode revelar uma gravíssima falta de transparência. Como afirmei na referida reunião, irei tomar as devidas providências para que a legalidade, a ética associativa e os interesses da nossa terra sejam devidamente salvaguardados, nem que para isso recorra às instâncias necessárias.Depois de alguns elementos terem intervido, chegou a vez do Sr. Dr. Sérgio, da direcção da Argevadi, virando-se para mim disse, que não simpatizou comigo a partir do exacto momento em que o Sr. António Luís lhe disse que eu tinha dito que não gostava da Srª Alexandra, do Conselho Fiscal, e mais, que eu disse que ela não devia fazer parte da Argevadi por não pertencer à Assembleia de Freguesia.
Costou-me muito ouvir aquelas aleivosias, porque a verdade é que não conhecia a Srª Alexandra antes da constituição da Argevadi e depois de a conhecer e até ao momento não tenho nada a dizer contra, pelo contrário, sempre tivemos um relacionamento cordial, franco e aberto, como deve ser, e assim desejo que continue.
No dia seguinte liguei ao Sr. António Luís. Sabia de antemão que não era possível ter saído da boca dele tamanha patranha, e da conversa que tivemos ele lamentou e repudiou literalmente estar metido nesta intriga, por não ter dito absolutamente nada daquilo.
Enfim, para que se conste, senti-me na obrigação de pôr os pontos nos is deste incidente lamentável.
sábado, 9 de maio de 2009
Círculo vicioso
Depois das apresentações da praxe, ele continuou a supervisionar as actividades desportivas que se estavam a desenrolar naquele momento, e eu fiquei a falar com amigos sobre assuntos de Argivai.
Fiquei deveras decepcionado, para ser mais claro: fiquei angustiado!
Uma vez mais verifiquei que as divisões entre as pessoas com responsabilidades na terra são insanáveis. Ninguém ouve ninguém, todos acusam todos, todos dizem ter razão, mas quem paga a factura destes desentendimentos é o desenvolvimento da nossa terra.
Com este clima de ressentimento e rancor, as pessoas com capacidade, valor e bom senso são desencorajadas a intervir na vida cívica da nossa terra, perpetuando-se os mesmos procedimentos causadores destes desentendimentos e arrastando consigo mais do mesmo, transformando-se num círculo vicioso.
Com este clima de ressentimento e rancor, as pessoas com capacidade, valor e bom senso são desencorajadas a intervir na vida cívica da nossa terra, perpetuando-se os mesmos procedimentos causadores destes desentendimentos e arrastando consigo mais do mesmo, transformando-se num círculo vicioso.
terça-feira, 5 de maio de 2009
Florbela Espanca
Ser poeta
Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!
É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!
É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim...
É condensar o mundo num só grito!
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!
É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim...
É condensar o mundo num só grito!
E é amar-te, assim perdidamente...
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!
.
.
Florbela d'Alma da Conceição Espanca tem hoje seus versos admirados em todos os cantos do mundo, diferentemente do que aconteceu quando ainda viva, época em que foi praticamente ignorada pelos apreciadores da poesia e pelos críticos de então. Os dois livros que publicou, por sua conta, em vida, foram "O Livro das Mágoas" (1919) e "Livro de "Sóror Saudade" (1923). Às vésperas da publicação de seu livro "Charneca em Flor", em dezembro de 1930, Florbela pôs fim à sua vida. Tal ato de desespero fez com que o público se interessasse pelo livro e passasse a conhecer melhor a sua obra. Dizem os críticos que a polémica e o encantamento de seus versos é devida à carga romântica e juvenil de seus poemas, que têm como interlocutor principal o universo masculino.
Do livro "Sonetos", Bertrand Brasil - Rio de Janeiro, 2002, pág. 118.
.
.
Poema cantado pelos Trovante
quarta-feira, 22 de abril de 2009
Senhas do 25 de Abril
A canção E Depois do Adeus, que havia sido escolhida para representar Portugal no festival da Eurovisão, com letra de José Niza e música de José Calvário, interpretada por Paulo de Carvalho e transmitida pelos Emissores Associados de Lisboa, às 22h55 de 24 de Abril de 1974, servindo de senha de início da revolução que nos iria libertar da ditadura do Estado Novo, com a implantação da democracia e da liberdade, apeando o mais longo regime ditatorial da Europa Ocidental durante o séc. XX, que se estendeu por 48 anos e que teve origem no golpe militar antiparlamentar de 28 de Maio de 1926. Sob o governo do Estado Novo, Portugal foi considerado uma ditadura, embora formalmente existissem eleições, estas não eram reconhecidas pela oposição, que acusavam o governo de fraude. Durante a vigência do Estado Novo existiu uma polícia política, chamada PIDE, que perseguia os opositores do regime. Portugal permaneceu um país pobre até à decada de 60, obrigando muitos portugueses a emigrar, contudo, a partir desta década verificou-se um acentuado crescimento económico. A partir dos anos 60, o Estado Novo, à rebelia da História e do que acontecia noutros países europeus, enviou os soldados portugueses para defenderem militarmente as colónias portuguesas de Angola, Moçambique e Guiné, que se tornaram independentes após o 25 de Abril, conjuntamente com Cabo Verde, S. Tomé e Príncipe e Timor-Leste.
A canção Grândola Vila Morena, escrita e interpretada por José Afonso, foi a segunda senha, que passou no programa "Limite" da Rádio Renascença às 00h20 do dia 25 de Abril. Foi o sinal para o arranque das tropas mais afastadas de Lisboa e a confirmação de que a revolução ganhava terreno rumo à liberdade e à democracia.
Sendo a democracia um dado adquirido, não a temos sabido exercer no nosso dia a dia, por falta de exigência cívica. Somos tentados a dizer mal do sistema de saúde, do sistema judicial, da educação, etc., não fazendo nada para que esta situação mude, e ela pode mudar se formos mais exigentes, não permitindo que as corporações falem em nosso nome e penalizando os governantes pela sua incompetência e pelos actos que prejudiquem o bem comum.
«Nós temos o governo que merecemos, temos os partidos que merecemos, temos os subsistemas de saúde e educação que merecemos, porque somos responsáveis pela nossa sociedade», disse recentemente Ramalho Eanes.
terça-feira, 14 de abril de 2009
Jorge Palma
Jorge Palma é um nome inconfundível da música portuguesa. Com seis anos, ao mesmo tempo que aprende a ler e a escrever, inicia os seus estudos de piano, vindo a ser um aluno brilhante. Na adolescência abandona a música clássica, dedica-se à música pop/rock e aprende a tocar guitarra como autodidacta. Segue a aventura da vida de forma apaixonada, ligado umbilicalmente à música abandona os seus estudos de Engenharia. Considerado um grande escritor de canções, em que algumas se tornaram verdadeiros hinos, a sua obra musical é de uma sonoridade emocionante.
domingo, 5 de abril de 2009
Tudo vale a pena se a alma não é pequena
Achas que vale a pena ir a esta Assembleia? Ou vai continuar o enxovalho a quem pensa de maneira diferente?
Eles...a Junta...nem se dignam responder aos emails que lhes mando!!!
Eles...a Junta...nem se dignam responder aos emails que lhes mando!!!
Quando eu envio emails para qualquer entidade, mesmo embaixadas de países que prendem e que matam arbitrariamente...tenho sempre pelo menos uma resposta diplomática...
Claro que eu não gosto de hipocrisias...e pelo menos disso parecem sofrer pouco...embora não estejam livres...
Transcrito de In Veritas, 3 de Abril de 2009
Boa tarde, Renato.
Claro que vale a pena ir à Assembleia, és um qualificado cidadão de Argivai, com muito para dar à terra, tens o dever de participar na vida cívica, porque Argivai precisa de ti.
Claro que vale a pena ir à Assembleia, és um qualificado cidadão de Argivai, com muito para dar à terra, tens o dever de participar na vida cívica, porque Argivai precisa de ti.
Não deves abdicar dos teus direitos, acho que a autarquia tem a obrigação de responder às tuas questões, aliás, as informações que pedes deviam ser do conhecimento público, tanto quanto eu saiba em Argivai não há segredos de Estado.
Parafraseando o nosso poeta Fernando Pessoa: "Tudo vale a pena se a alma não é pequena".
Parafraseando o nosso poeta Fernando Pessoa: "Tudo vale a pena se a alma não é pequena".
Transcrito de lino braga, 3 de Abril de 2009
A alma não é pequena...mas a mesquinhez deles é grande...tiveste o exemplo disso no comportamento quer do Presidente da Mesa da Assembleia quer na Secretária. Eu tive especial cuidado de perceber a maldade e parcialidade da filha do Adolfo quando leu a parte do acordo dos CTT que se referia ao sigilo entre as partes. Claro que esse sigilo tem a ver com o segredo da própria correspondência e demais actividades afins na protecção dos direitos de terceiros (que são os clientes, neste caso os remetentes e os destinatários das referidas correspondências e encomendas, etc. etc. etc...), inferir disso que o contrato entre a Junta e os CTT é de carácter sigiloso...isso é uma arrogância e petulância a todo o tamanho. Ainda dizes que devo continuar a "dar pérolas a porcos"?
Compreendo a tua atitude e apoio-te a ti, ao Rogério e ao Domingos e aos demais que lutam desinteressadamente, sem estar à espera das benesses que o "trabalho temporário" que o oportunismo político hoje oferece...e a vida não está fácil...e mais a mais a "cavalo dado não se olha o dente"...
Mas eu sempre gostei de dignidade na politica...aquela que havia antigamente - lembras-te que fomos dos primeiros a participar no primeiro recenseamento da população eleitora na freguesia de Argivai após a constituição de 1976. Era Secretário da Junta salvo erro o Sr Rogério sogro do Rogério Poço? O Presidente ou era o Delfim Torres ou o Sebastião... lembras-te que as pessoas iam para as mesas de voto... não recebiam nada por isso estavam lá o dia inteiro, e a menos que o Lino do café ou o Fernando da loja fossem lá deixar um vinho do porto e umas bolachas não havia mais nada do que o alivio de cumprir um dever cívico.... e até o Presidente da Junta nem sequer recebia ajudas de custo quanto menos remuneração alguma. Esses desse tempo merecem a reforma...
Transcrito de Cá Fico, 3 de Abril de 2009
Oh pá !!! eu ontem só não perdi tempo porque fiquei finalmente a saber? (será que fiquei?... apenas foi lido e não sei se a filha do presidente da junta leu ou não todas as cláusulas, acredito que sim?...mas... e se não leu? como vamos provar que o não fez? ninguém teve acesso ao documento original...) que o terreno em causa afinal foi doado à Argevadi por direito de Superfície Perpétuo...
A única coisa positiva é que as construções aí edificadas do que entendi (mas precisava ainda de ler a escritura mais atentamente aí umas quatro vezes para perceber as vírgulas e os pontos... quer-me parecer que a senhora de tão cansada e enfastiada não fez a pontuação adequada...) revertem para a Junta de Freguesia. E por aí haverá uma Nua propriedade atípica, onde o Usufrutuário dessas construções será a Argevadi ou a quem as parcerias entretanto assumidas sejam em cada momento atribuídas...e nessa parte é um bom contrato. A parte péssima, assim de relance, parece-me ser em caso de incumprimento por parte da Argevadi pouca possibilidade prática terá a autarquia de reaver os terrenos, melhor seria em vez de direito de superfície ter optado pelo direito de usufruto...porque quanto a mim vai ser muito difícil a qualquer junta futura mesmo pela via judicial conseguir o retorno dos terrenos...pois que entretanto forçosamente outros terceiros terão direitos de crédito sob a Argevadi e não só e até garantias reais - hipotecas, direitos sobre direitos, penhoras e outras chatices...que permitirão providências cautelares, moratórias, etc. etc...
Saber se a posse dos terrenos por parte da Argevadi é de boa ou má fé tendo em conta a oposição da UEA e as fragilidades de todo o processo negocial, desde a aprovação em assembleia de freguesia...ao deficiente ou menos eficiente substrato inicial da IPSS, poderão ser factores a beneficiar no futuro a devolução dos mesmos. Mas existem sempre factores imponderáveis, um deles é a alteração anormal das circunstâncias, por exemplo se o estado não der o dinheiro, se o empreiteiro construtor falir...que darão razão à Argevadi. Também se pode dar o caso da Argevadi ser uma pessoa de bem e devolver os terrenos, mas os seus credores não deixarem isso acontecer e na primeira linha teremos a segurança social o fisco e claro está os trabalhadores e assalariados da Argevadi que o único bem palpável que podem agarrar-se para fazer-se pagar é esse direito de superfície perpétuo.
Por isso mais vale ser realista e perceber que o terreno do salão tal como o salão - já era. Já não é mais da autarquia...
Transcrito de Cá Fico, 4 de Abril de 2009
Olá Renato!
Esta maioria política faz sigilo, oculta, não presta contas aos eleitores dos Contratos e Protocolos que estabelece com terceiros, actuando como se estivessem a gerir algo privado, esquecendo-se que Argivai é de todos e a todos devem prestar contas.
Não acho recomendável esta forma de governar, porque a população deve saber o que é que a Junta anda a fazer, e esta tem a obrigação de esclarecer detalhadamente para que não haja suspeição.
A governação política deve ser transparente!
Esta maioria política faz sigilo, oculta, não presta contas aos eleitores dos Contratos e Protocolos que estabelece com terceiros, actuando como se estivessem a gerir algo privado, esquecendo-se que Argivai é de todos e a todos devem prestar contas.
Não acho recomendável esta forma de governar, porque a população deve saber o que é que a Junta anda a fazer, e esta tem a obrigação de esclarecer detalhadamente para que não haja suspeição.
A governação política deve ser transparente!
Em Argivai não se está nesse patamar, mas havemos de lá chegar. Para atingirmos esse desiderato temos que trabalhar na mudança, e ela é possível, basta que não baixemos os braços neste combate.
Temos andado há anos a pedir cópias dos Contratos e Protocolos à Junta, sendo recusado sistematicamente por falta de cultura da transparência, porque o que pedimos é o que temos direito, baseado na Lei nº 169/99, de 18 de Setembro, como acompanhar e fiscalizar a actividade do órgão executivo; solicitar e receber informação sobre assuntos de interesse para a freguesia e sobre a execução de deliberações anteriores, a pedido de qualquer membro em qualquer momento; apreciar a recusa, por acção ou omissão, de quaisquer informações e documentos, por parte da junta de freguesia ou dos seus membros, que obstem à realização de acções de acompanhamento e fiscalização; pronunciar-se e deliberar sobre todos os assuntos com interesse para a freguesia; etc.
Como é habitual no mandato desta maioria, recusaram mais uma vez o pedido dos deputados, em vez disso leram um documento que foi dito ser da escritura de cedência do terreno do Salão Social.
Como te disse, Renato Pereira, sou a favor da construção da Cresce em Argivai, pois é um equipamento que traz mais valias à terra.
Verifiquei que ficaste boquiaberto com o conteúdo da dita escritura, nomeadamente sobre a forma jurídica de cedência, inferida da leitura do documento pela Srª Secretária da Mesa da Assembleia, onde refere a “doação por direito de superfície perpétuo”.
Será importante dizer que para a obra ser financiada pelo programa PARES, Programa de Alargamento da Rede de Equipamentos Sociais, plasmado no Regulamento PARES, anexo à Portaria nº 426/2006 de 2 de Maio, não era exigida doação nem cedência de direito de superfície perpétuo, apenas se exigia que houvesse uma cedência do direito de superfície pelo prazo mínimo de 20 anos.
Pugnei, desde o início das reuniões da constituição da Argevadi, pela cedência do direito de superfície por 20 anos, após estes 20 anos a Junta de Freguesia poderia renovar, ou encontrar outra forma para que o equipamento servisse da melhor forma a população de Argivai.
Esta minha tese não vingou nas reuniões constitutivas da Argevadi.
Desta forma, fiquei isolado na tentativa de salvaguardar qualquer desmando que no futuro possa acontecer a este equipamento social.
Transcrito de lino braga, 5 de Abril de 2009
segunda-feira, 30 de março de 2009
Os Penedos dos Guizos
"Os Penedos dos Guizos", obra da autoria de Sofia Teixeira, apresentada em 12 de Julho de 2008, no Diana Bar.
A jovem escritora, que vive em Argivai, inspira-se numa lenda da sua freguesia para a publicação do livro destinado ao público infanto-juvenil. Partindo de algumas reminiscências chegadas até hoje, construiu uma história que relata a maior aventura da vida de Sara, uma menina de nove anos, que com coragem e determinação, desvenda o estranho mistério dos penedos dos guizos e dos seres do outro mundo que por lá aparecem.
O Património Oral já referenciado por Manuel Amorim em A Póvoa Antiga e lembrado por alguns habitantes de Argivai, suscitou o interesse da autora que acabou por escrever este livro dedicado à sua freguesia.
A jovem escritora, que vive em Argivai, inspira-se numa lenda da sua freguesia para a publicação do livro destinado ao público infanto-juvenil. Partindo de algumas reminiscências chegadas até hoje, construiu uma história que relata a maior aventura da vida de Sara, uma menina de nove anos, que com coragem e determinação, desvenda o estranho mistério dos penedos dos guizos e dos seres do outro mundo que por lá aparecem.
O Património Oral já referenciado por Manuel Amorim em A Póvoa Antiga e lembrado por alguns habitantes de Argivai, suscitou o interesse da autora que acabou por escrever este livro dedicado à sua freguesia.
Portal da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim
quinta-feira, 19 de março de 2009
Festa da Senhora do Bom Sucesso
Considerada como uma das mais importantes festas tradicionais de Argivai, que se realiza no primeiro Domingo depois da Páscoa, Pascoela, em homenagem à Nossa Senhora do Bom Sucesso, sabe-se que este ano não se vai realizar, o que é um precedente grave.
É urgente o aparecimento duma visão integradora e mobilizadora das várias sensibilidades de Argivai, que incuta proactividade, alavancada no trabalho em equipa, para que a identidade e a história da terra sejam revitalizadas, e para colocarmos o desenvolvimento da terra à altura dos pergaminhos conquistados no passado.
Lembremo-nos que a Capela, construída no século XVIII, aumentada e reconstruida em 1866, guarda devoção a Nossa Senhora do Bom Sucesso, foi a antiga matriz da Póvoa de Varzim.
Todos temos o dever de preservar os nossos sinais identitários, mas, para isso, precisamos que todos, sem distinções, trabalhem menos a pensar em si e mais em prol da comunidade.
Todos temos o dever de preservar os nossos sinais identitários, mas, para isso, precisamos que todos, sem distinções, trabalhem menos a pensar em si e mais em prol da comunidade.
domingo, 15 de março de 2009
Maria Bethânia
Maria Bethânia, brasileira, natural da Bahia, é uma das principais intérpretes da música brasileira e da Língua Portuguesa. Revolucionou a forma de fazer espectáculos no Brasil, intercalando músicas com poemas de Fernando Pessoa, poeta português, Vinícius de Moraes, Clarice Lispector, etc., criando um estilo próprio, que faz lembrar peças teatrais.
Eu vou te contar, que você não me conhece...
"Eu vou te contar, que você não me conhece...
E eu tenho que gritar isso porque você está surdo e não me ouve!
A sedução me escraviza a você ...
Ao fim de tudo você permanece comigo, mas preso ao que eu criei e não a mim.
E quanto mais falo sobre a verdade inteira, um abismo maior nos separa...
Você não tem um nome , eu tenho...
Você é um rosto na multidão , e eu sou o centro das atenções ,
Mas a mentira da aparência do que eu sou, é a mentira da aparência do que você é.
Por que eu , eu não sou o meu nome, e você não é ninguém...
O jogo perigoso que eu pratico aqui, ele busca a chegar ao limite possível da aproximação.
Através da aceitação, da distância, e do reconhecimento dela.
Entre eu e você existe a notícia que nos separa ...
Eu quero que você me veja nua , eu me dispo da notícia.
E a minha nudez parada , te denuncia, e te espelha...
Eu me delato, tu me relatas...
Eu vos acuso, e confesso por nós.
Assim, me livro das palavras,
Com as quais você me veste . "
Um Jeito Estúpido De Te Amar
Eu sei que eu tenho um jeito
Meio estúpido de ser
E de dizer coisas que podem
Magoar e te ofender
Mas cada um tem o seu jeito
Todo próprio de amar
E de se defender
Você me acusa e só me preocupa
Agrava mais e mais a minha culpa
Eu faço e desfaço, contrafeito
O meu defeito é te amar demais.
Palavras são palavras
E a gente nem percebe
O que disse sem querer
E o que deixou pra depois
Mas o importante é perceber
Que a nossa vida em comum
Depende só e unicamente de nós dois
Eu tento achar um jeito de explicar
Você bem que podia me aceitar
Eu sei que eu tenho um jeito meio estúpido de ser
Mas é assim que eu sei te amar.
Palavras são palavras
E a gente nem percebe
que disse sem querer
E o que deixou pra depois
Mas o importante é perceber
Que a nossa vida em comum
Depende só e unicamente de nós dois
Eu tento achar um jeito de explicar
Você bem que podia me aceitar
Eu sei que eu tenho um jeito meio estúpido de ser
Mas é assim que eu sei te amar.
E eu tenho que gritar isso porque você está surdo e não me ouve!
A sedução me escraviza a você ...
Ao fim de tudo você permanece comigo, mas preso ao que eu criei e não a mim.
E quanto mais falo sobre a verdade inteira, um abismo maior nos separa...
Você não tem um nome , eu tenho...
Você é um rosto na multidão , e eu sou o centro das atenções ,
Mas a mentira da aparência do que eu sou, é a mentira da aparência do que você é.
Por que eu , eu não sou o meu nome, e você não é ninguém...
O jogo perigoso que eu pratico aqui, ele busca a chegar ao limite possível da aproximação.
Através da aceitação, da distância, e do reconhecimento dela.
Entre eu e você existe a notícia que nos separa ...
Eu quero que você me veja nua , eu me dispo da notícia.
E a minha nudez parada , te denuncia, e te espelha...
Eu me delato, tu me relatas...
Eu vos acuso, e confesso por nós.
Assim, me livro das palavras,
Com as quais você me veste . "
Um Jeito Estúpido De Te Amar
Eu sei que eu tenho um jeito
Meio estúpido de ser
E de dizer coisas que podem
Magoar e te ofender
Mas cada um tem o seu jeito
Todo próprio de amar
E de se defender
Você me acusa e só me preocupa
Agrava mais e mais a minha culpa
Eu faço e desfaço, contrafeito
O meu defeito é te amar demais.
Palavras são palavras
E a gente nem percebe
O que disse sem querer
E o que deixou pra depois
Mas o importante é perceber
Que a nossa vida em comum
Depende só e unicamente de nós dois
Eu tento achar um jeito de explicar
Você bem que podia me aceitar
Eu sei que eu tenho um jeito meio estúpido de ser
Mas é assim que eu sei te amar.
Palavras são palavras
E a gente nem percebe
que disse sem querer
E o que deixou pra depois
Mas o importante é perceber
Que a nossa vida em comum
Depende só e unicamente de nós dois
Eu tento achar um jeito de explicar
Você bem que podia me aceitar
Eu sei que eu tenho um jeito meio estúpido de ser
Mas é assim que eu sei te amar.
terça-feira, 10 de março de 2009
A Sanzala do "Vai-te Embora"...
"Eh mama na bana etula ngimba si fela.." (Oh mães dos filhos-rapazes cantem para se dançar...)
O grupo Quicongo, situa(va)-se em Angola nas zonas de Cabinda, Uíge e Zaire, são os verdadeiros donatários do antigo Reino do Congo, os Cabindas são Ne-Kongo devido à sua ascendência real ou nobre dentro dos Kikongos (a partícula N´significa nobreza-respeito). A kibanga é uma casa grande onde dormem os rapazes grandes e onde à noite se reúnem velhos e novos contando histórias e adivinhas assim se transmitindo usos e costumes e a moral social...
O grupo Quicongo, situa(va)-se em Angola nas zonas de Cabinda, Uíge e Zaire, são os verdadeiros donatários do antigo Reino do Congo, os Cabindas são Ne-Kongo devido à sua ascendência real ou nobre dentro dos Kikongos (a partícula N´significa nobreza-respeito). A kibanga é uma casa grande onde dormem os rapazes grandes e onde à noite se reúnem velhos e novos contando histórias e adivinhas assim se transmitindo usos e costumes e a moral social...
A circuncisão é o rito mais marcante dos Kikongos, quando os rapazes atingem os desasseis anos e vão para um retiro na mata a fim de se prepararem e para as raparigas é a cerimónia da iniciação(varia de terra para terra), mas normalmente a donzela é tingida com uma pasta feita de tacula ficando assim com a pele vermelha...
*Nasci perto dela na base do monte onde ela se situa(va)...recordo o ecoar de botijas de gás que rebentavam num despiste de um camião que as transportava para Carmona (Uíge) detrás do sol que nasc(ia)e todas as manhãs lá na estrada para o Negage...
A Sanzala do "Vai-te Embora" é o titulo de uma antologia de contos reais da vida em Angola que conto levar a público logo que para tal me seja possível... Renato Gomes Pereira - Ngola Gomes.
quinta-feira, 5 de março de 2009
Consta-se...
Constou-me que o actual presidente, Sr. Adolfo Ribeiro, não se recandidata, o que me deixou bastante surpreendido.Tendo em atenção o seu empenho pessoal em algumas questões pendentes, custa-me a crer que as deixe para o seu sucessor.
Pessoalmente, tenho a melhor das impressões do Sr. Adolfo Ribeiro, quer ao nível do relacionamento particular, quer ao nível do relacionamento na actividade cívica, não tenho nada contra ele, sempre me respeitou e tenho-o como um amigo que prezo.
Acredito profundamente que tudo o que fez foi sempre a pensar no melhor para a nossa terra, sem tirar proveito próprio, dedicando uma boa parte do seu tempo à autarquia em detrimento da sua saúde e da sua vida pessoal e familiar.
Na minha opinião fez algumas coisas positivas e outras poderia ter feito de outra forma, nestas, deveria aconselhar-se mais e reflectir melhor, porque teve algumas decisões importantes controversas, sem deixar margem para que se possa inflectir.
A vida é feita de mudança, mas gostava que se mudasse para melhor, porque só assim é que pode haver desenvolvimento.
Espero que a população dispense uma atenção muito especial no próximo sufrágio autárquico, de forma a escolher o melhor candidato, não aquele que promete mundos e fundos e que dá palmadinhas nas costas, ou que se derrete em sorrisos e abraços nestas alturas, mas aquele que dê credibilidade a um projecto de mudança com empenho, seriedade, competência e respeito pela memória de Argivai e pelos que nela vivem.
Há enormes desafios que devem ser enfrentados com perseverança, integrados numa estratégia de desenvolvimento sustentado da nossa terra, nos mais variados domínios, desde a dinamização da sociedade civil para os vários eventos, que são marcos da nossa identidade, como as festas populares sagradas e profanas; à dinamização do centro cívico com equipamento adequado para a realização de eventos; à valorização do nosso património histórico que se encontra esquecido, como a Fonte do Sr. dos Milagres e o Castro de Argivai; aos arranjos urbanísticos nos espaços envolventes da Capela e da Igreja; ao equipamento de apoio a idosos; ao planeamento adequado na melhoria da rede viária, etc., etc.,….
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
Tantos Condenados por Crimes ... Prescritos
Direito, Poesia e Música fundiram-se, em 12.05.2008, no Diana Bar, na sessão de apresentação do livro Tantos condenados por crimes… prescritos de Carlos Teixeira.
O autor, advogado de profissão, aplica os seus conhecimentos jurídicos e reflecte sobre uma expressão concreta do Código Penal que considera ser deficientemente interpretada e aplicada pelos Tribunais portugueses levando a que muitos têm sido condenados por crimes que deveriam ter sido julgados prescritos. Trata-se da expressão “pendente” que depois de analisada levou a que o autor concluísse que há muitos arguidos julgados e condenados em processos de natureza criminal, contra-ordenacional ou disciplinar por crimes, contra-ordenações ou processos disciplinares que prescreveram antes de ser proferida decisão final, sem que a prescrição tivesse sido conhecida oficiosamente, ou sequer invocada, como poderia e deveria ter sido.
O advogado espera que a sua reflexão seja um instrumento útil para os colegas no exercício da sua profissão e um sinal de alerta para os leitores que têm o direito de ver os nossos Tribunais interpretar e aplicar a lei que nos rege, sem distorções e com o rigor que todos merecem.
Reconhecendo que os livros de Direito são, em geral, de difícil digestão e por vezes, intragáveis, Carlos Teixeira recorre a poemas que retratam de modo mais atractivo e de fácil leitura o assunto tratado e intercalando-os com os artigos interpretados. O livro resulta, deste modo, da combinação da apreciação jurídica com textos poéticos da autoria de grandes poetas portugueses como Luís de Camões, Cesário Verde, Antero de Quental e Almeida Garrett, entre outros, que conferem um pendor mais literário à obra.
As guitarras de Pedro Pinto e Carlos Costa e o violoncelo de Carina Vieira que compõem o grupo GuitarCeloTrio proporcionaram um excelente momento musical que, seguido da declamação de poesia por Aurelino Costa encerraram esta noite cultural no emblemático espaço à beira-mar.
O autor, advogado de profissão, aplica os seus conhecimentos jurídicos e reflecte sobre uma expressão concreta do Código Penal que considera ser deficientemente interpretada e aplicada pelos Tribunais portugueses levando a que muitos têm sido condenados por crimes que deveriam ter sido julgados prescritos. Trata-se da expressão “pendente” que depois de analisada levou a que o autor concluísse que há muitos arguidos julgados e condenados em processos de natureza criminal, contra-ordenacional ou disciplinar por crimes, contra-ordenações ou processos disciplinares que prescreveram antes de ser proferida decisão final, sem que a prescrição tivesse sido conhecida oficiosamente, ou sequer invocada, como poderia e deveria ter sido.
O advogado espera que a sua reflexão seja um instrumento útil para os colegas no exercício da sua profissão e um sinal de alerta para os leitores que têm o direito de ver os nossos Tribunais interpretar e aplicar a lei que nos rege, sem distorções e com o rigor que todos merecem.
Reconhecendo que os livros de Direito são, em geral, de difícil digestão e por vezes, intragáveis, Carlos Teixeira recorre a poemas que retratam de modo mais atractivo e de fácil leitura o assunto tratado e intercalando-os com os artigos interpretados. O livro resulta, deste modo, da combinação da apreciação jurídica com textos poéticos da autoria de grandes poetas portugueses como Luís de Camões, Cesário Verde, Antero de Quental e Almeida Garrett, entre outros, que conferem um pendor mais literário à obra.
As guitarras de Pedro Pinto e Carlos Costa e o violoncelo de Carina Vieira que compõem o grupo GuitarCeloTrio proporcionaram um excelente momento musical que, seguido da declamação de poesia por Aurelino Costa encerraram esta noite cultural no emblemático espaço à beira-mar.
Portal Municipal da Póvoa de Varzim
domingo, 22 de fevereiro de 2009
À terceira é de vez
Como diz o povo, à terceira é de vez! 
Após o 1º pedido em 2007 e do 2º pedido em 2008, finalmente imperou o bom senso e a mesa resolveu aceder ao 3º pedido, de 26 de Janeiro de 2009, para a convocação de uma sessão extraordinária da assembleia.

Após o 1º pedido em 2007 e do 2º pedido em 2008, finalmente imperou o bom senso e a mesa resolveu aceder ao 3º pedido, de 26 de Janeiro de 2009, para a convocação de uma sessão extraordinária da assembleia.
Neste 3º pedido de 26 de Janeiro de 2009, o movimento cívico UEA solicitou, no uso do direito conferido pela Lei 169/99 de 18 de Setembro, alterada pela lei nº 5 – A/2002 de 11 de Janeiro, alínea b) do artigo 14º, a marcação de uma sessão extraordinária da assembleia, com a seguinte proposta de ordem de trabalhos:
1-Património imóvel, terrenos e edifícios;
2-Outros assuntos de interesse.
A sessão extraordinária pedida em 26 de Janeiro deveria ter sido marcada, de acordo com a Lei, dentro dos 15 dias seguintes, mas não o foi, sendo realizada no dia 20 de Fevereiro, enfim, para quem estava habituado a ver sessões extraordinárias recusadas sem qualquer justificação legal, do mal, o menos.
O sr. presidente da assembleia abriu a sessão com a leitura da convocatória, em seguida foi lida a acta da última sessão ordinária e imediatamente submetida à votação.
Após a aprovação da acta, iniciou-se o debate demasiado acalorado sobre o património imóvel e, posteriormente, foi apresentada uma proposta de recomendação sobre o campo de futebol, onde a União Desportiva e Cultural de Argivai efectua os seus jogos, tendo a mesa da assembleia recusado dar seguimento ao documento. Esperamos que na próxima sessão a proposta de recomendação seja apreciada, debatida e submetida à votação dos deputados.
Ainda durante a sessão, o sr. presidente da assembleia foi questionado sobre a ausência de resposta ao pedido do movimento cívico, por carta registada, para disponibilização de cópia do contrato com a empresa responsável pela limpeza das ruas de Argivai e cópia do protocolo com os CTT para distribuição do correio, ao que respondeu que desconhecia o pedido.
Por fim, é de lamentar a manifesta ausência de serenidade patenteada durante a sessão extraordinária.
domingo, 15 de fevereiro de 2009
União Desportiva e Cultural de Argivai
ASSEMBLEIA GERAL
CONVOCATÓRIA
Nos termos estatutários e regulamentares convocam-se todos os Senhores associados desta coletividade a participar na Assembleia Geral de Sócios a reunir no dia 15 de Março de 2009, pelas 9 horas e 30 minutos, no Bar do campo de futebol da U D C de Argivai, para apreciar e deliberar sobre o Plano de Atividades e o Orçamento para o ano de 2009, apreciar e votar Relatórios e Contas do ano de 2008 e anteriores e discutir outros assuntos de interesse para a União Desportiva e Cultural de Argivai.
domingo, 8 de fevereiro de 2009
Equador
Quando, em Dezembro de 1905, Luís Bernardo é chamado por El-Rei D.Carlos a Vila Viçosa, não imaginava o que o futuro lhe reservava. Não sabia que teria de trocar a sua vida despreocupada na sociedade cosmopolita de Lisboa por uma missão tão patriótica quanto arriscada na distante ilha de S. Tomé. Não esperava que o cargo de governador e a defesa da dignidade dos trabalhadores das roças o lançassem numa rede de conflitos de interesses com a metrópole. E não contava que a descoberta do amor lhe viesse a mudar a vida. É com esta história admiravelmente bem escrita, comovente e perturbadora que Miguel Sousa Tavares inaugura a sua incursão na escrita literária. EQUADOR foi o fruto de uma longa maturação e investigação histórica que inspirou um romance fascinante vivido num período complexo da história portuguesa, no início do século XX e últimos anos da Monarquia.
sábado, 17 de janeiro de 2009
Mudança
Argivai deve mudar!
Como as coisas estão a decorrer jamais passaremos para o pelotão da frente, porque a política do improviso não é solução para governar a nossa terra. Temos verificado que a actual maioria não segue uma estratégia coerente. Quem exerce funções autárquicas deve cumprir o programa sufragado nas eleições e isto não está a acontecer, o que tem levado à sua desacreditação dos eleitos.
As contrariedades provocadas pela desconsideração e pelo desconhecimento das leis têm sido uma acostumada rotina. São solicitadas sessões extraordinárias para debater assuntos de extrema importância e são recusadas. Solicita-se documentação sobre as actividades da autarquia e na maioria das vezes é recusada.
As contrariedades provocadas pela desconsideração e pelo desconhecimento das leis têm sido uma acostumada rotina. São solicitadas sessões extraordinárias para debater assuntos de extrema importância e são recusadas. Solicita-se documentação sobre as actividades da autarquia e na maioria das vezes é recusada.
As questões importantes da nossa terra não são debatidas, pelo contrário, são propositadamente escamoteadas do conhecimento da população, sem auscultar a assembleia e a população em geral.
No plano associativo o marasmo é enorme. As associações desportivas e culturais não têm tido o apoio que merecem, sobretudo ao nível de instalações. O Centro Cívico deve conter um edifício polivalente para que essas associações, as escolas, a paróquia, os idosos e a sociedade em geral possam desfrutar desse equipamento, para os mais variados eventos, e é o que se (não) vê.
No plano associativo o marasmo é enorme. As associações desportivas e culturais não têm tido o apoio que merecem, sobretudo ao nível de instalações. O Centro Cívico deve conter um edifício polivalente para que essas associações, as escolas, a paróquia, os idosos e a sociedade em geral possam desfrutar desse equipamento, para os mais variados eventos, e é o que se (não) vê.
No plano social a situação é complexa. As forças vivas da freguesia sentem-se desamparadas, divididas e cansadas de tanta intriga, que só prejudica o desenvolvimento de Argivai. As festas tradicionais não se realizam. Os grupos de cidadãos e de jovens não são incentivados nos seus empreendimentos. As relações entre a actual maioria e a paróquia deixam muito a desejar.
Sim, nós podemos mudar!
Mudar comportamentos. Mudar estratégias.
Precisamos de um novo paradigma de gestão da coisa pública, com orientação consistente e objectivos bem definidos, para servir adequadamente o desenvolvimento da nossa terra.
Em suma, que ponha Argivai no pelotão da frente.
Em suma, que ponha Argivai no pelotão da frente.
sábado, 10 de janeiro de 2009
A Filha do Capitão
O Capitão Afonso Brandão mudou a sua vida quase sem o saber, numa fria noite de boleto, ao prender o olhar numa bela francesa de olhos verdes e voz de mel. O oficial comandava uma companhia da Brigada do Minho e estava havia apenas dois meses nas trincheiras da Flandres quando, durante o período de descanso, decidiu ir pernoitar a um castelo perto de Armentières. Conheceu aí uma deslumbrante baronesa e entre eles nasceu uma atracção irresistível.
Mas o seu amor iria enfrentar um duro teste. O Alto Comando alemão, reunido em segredo em Mons, decidiu que chegara a hora de lançar a grande ofensiva para derrotar os aliados e ganhar a guerra, e escolheu o vale do Lys como palco do ataque final. À sua espera, ignorando o terrível cataclismo prestes a desabar sobre si, estava o Corpo Expedicionário Português.
Decorrendo durante a odisseia trágica da participação portuguesa na Primeira Guerra Mundial, A Filha do Capitão conta-nos a inesquecível aventura de um punhado de soldados nas trincheiras da Flandres e traz-nos uma paixão impossível entre um oficial português e uma bonita francesa. Mais do que uma simples história de amor, esta é uma comovente narrativa sobre a amizade, mas também sobre a vida e sobre a morte, sobre Deus e a condição humana, a arte e a ciência, o acaso e o destino.
Mas o seu amor iria enfrentar um duro teste. O Alto Comando alemão, reunido em segredo em Mons, decidiu que chegara a hora de lançar a grande ofensiva para derrotar os aliados e ganhar a guerra, e escolheu o vale do Lys como palco do ataque final. À sua espera, ignorando o terrível cataclismo prestes a desabar sobre si, estava o Corpo Expedicionário Português.
Decorrendo durante a odisseia trágica da participação portuguesa na Primeira Guerra Mundial, A Filha do Capitão conta-nos a inesquecível aventura de um punhado de soldados nas trincheiras da Flandres e traz-nos uma paixão impossível entre um oficial português e uma bonita francesa. Mais do que uma simples história de amor, esta é uma comovente narrativa sobre a amizade, mas também sobre a vida e sobre a morte, sobre Deus e a condição humana, a arte e a ciência, o acaso e o destino.
sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
Outra vez
Os deputados dum movimento cívico solicitaram, em 9 de Dezembro de 2008, ao abrigo da Lei nº 169/99, de 18 de Setembro, artigo 14º, nº1, alínea b), com as alterações introduzidas pela Lei nº5-A/2002, de 11 de Janeiro, a marcação de uma sessão extraordinária da assembleia, com a seguinte proposta de ordem de trabalhos:1. Alteração da prestação de serviços dos CTT em Argivai;
2. Outros assuntos de interesse.
A resposta da mesa da assembleia ao pedido da UEA, de acordo com a lei nº 169/99 de 18 de Setembro, artigo 14º, nº1, alínea b), que diz que a assembleia se reúne em sessão extraordinária quando requerida por um terço dos seus membros, deveria ser a marcação da sessão extraordinária, mas não foi esse o entendimento.
Mais uma vez, não se procedeu de acordo com os cânones legais, pois a escusa na marcação da sessão extraordinária não é legalmente defensável, tendo sido emitida uma resposta, que ao tentar justificar demonstrou a inconsistência da justificação: "...a assembleia extraordinária proposta não tem qualquer justificação pelos seguintes motivos...Este tema constou da ordem de trabalhos da Assembleia Ordinária anterior, realizada em 14 de Novembro de 2008, e foi dado conhecimento do seu conteúdo a todos os presentes...O acordo com os CTT é da inteira responsabilidade do órgão executivo."
Importa reproduzir algumas das competências dos deputados da assembleia de freguesia para que este tipo de situações não volte a repetir: acompanhar e fiscalizar a actividade do órgão executivo; solicitar e receber informação, sobre assuntos de interesse para a freguesia e sobre a execução de deliberações anteriores, a pedido de qualquer membro em qualquer momento; apreciar a recusa, por acção ou omissão, de quaisquer informações e documentos, por parte da junta de freguesia ou dos seus membros, que obstem à realização de acções de acompanhamento e fiscalização; pronunciar-se e deliberar sobre todos os assuntos com interesse para a freguesia; etc...
Importa reproduzir algumas das competências dos deputados da assembleia de freguesia para que este tipo de situações não volte a repetir: acompanhar e fiscalizar a actividade do órgão executivo; solicitar e receber informação, sobre assuntos de interesse para a freguesia e sobre a execução de deliberações anteriores, a pedido de qualquer membro em qualquer momento; apreciar a recusa, por acção ou omissão, de quaisquer informações e documentos, por parte da junta de freguesia ou dos seus membros, que obstem à realização de acções de acompanhamento e fiscalização; pronunciar-se e deliberar sobre todos os assuntos com interesse para a freguesia; etc...
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
José Régio
Cântico Negro
"Vem por aqui" - dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços, E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.
- Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre a minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.
Como, pois sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...
Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tectos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
- Sei que não vou por aí!
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços, E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.
- Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre a minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.
Como, pois sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...
Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tectos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
- Sei que não vou por aí!
domingo, 21 de dezembro de 2008
Parque desportivo de Argivai
Urge que o executivo de Argivai contribua de forma empenhada na superação das dificuldades que a União Desportiva e Cultural de Argivai atravessa neste momento, designadamente ao nível das instalações desportivas e sociais, pois a falta de instalações cobertas inibe não só a prática de algumas manifestações desportivas e culturais, como também do necessário espaço para sede social.Com esta questão resolvida poderíamos ter a União com a vitalidade de outros tempos e com melhores condições para alavancar as diversas modalidades consignadas nos estatutos, que se estendem desde as actividades desportivas às culturais e das lúdicas às sociais.
Para se conseguir este desiderato será importante repensar na fórmula de afectação do campo de futebol através da UDCA, para que esta o possa rentabilizar, por exemplo, através da exploração de uma cafetaria e outros eventos, como forma de gerar receitas a favor do desenvolvimento das modalidades referidas.
Assim, o impasse que actualmente se vive seria ultrapassado, porque com as duas principais causas superadas - instalações e receitas – a União Desportiva e Cultural de Argivai, Instituição de Utilidade Pública desde 2002, renasceria com todo o seu resplendor, como vimos, na década de 70 as suas antecessoras e, no atual quadro, nas décadas de 80 e 90 do século passado e início do século XXI, qual Fénix renascida da mitologia grega.
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
One Republic
"Stop and Stare” é uma canção de rock alternativo lançada no segundo single da banda originária dos Estados Unidos da América, One Republic e no primeiro álbum de estúdio, Dreaming Out Loud.
terça-feira, 18 de novembro de 2008
4ª Assembleia/08
Na quarta reunião ordinária de 2008 da assembleia, efectuada em 14 de Novembro, durante a discussão do ponto 4 (Admissão de funcionário para prestar serviços dos CTT) da ordem de trabalhos da convocatória, o órgão executivo informou que através de protocolo com os CTT o correio vai passar a ser distribuído por um funcionário da autarquia em vez de um funcionário dos CTT.
Não objectamos a alteração do modelo de distribuição, desde que venha melhorar o existente, mas temos algumas reservas, que o futuro irá demonstrar se são justificadas, considerando que os CTT:
-Têm feito uma boa distribuição do correio à população;
-É uma empresa especializada, com pessoal especializado;
-Colmatam rapidamente as faltas, férias, etc., do pessoal;
Além do novo modelo de distribuição de correio não ter provas dadas:
-Têm feito uma boa distribuição do correio à população;
-É uma empresa especializada, com pessoal especializado;
-Colmatam rapidamente as faltas, férias, etc., do pessoal;
Além do novo modelo de distribuição de correio não ter provas dadas:
-Que critérios vão aplicar na selecção do funcionário?
-Quem dará formação profissional ao funcionário?
-Quem dará formação profissional ao funcionário?
-Quem o substituirá por motivos de doença, férias, faltas, etc?
Este assunto deveria ser esclarecido com mais profundidade, para que não restassem dúvidas, porque o que todos nós desejamos é que o serviço de distribuição de correio não seja prejudicado, e nesse sentido desejamos que o novo modelo tenha o maior sucesso.
Este assunto deveria ser esclarecido com mais profundidade, para que não restassem dúvidas, porque o que todos nós desejamos é que o serviço de distribuição de correio não seja prejudicado, e nesse sentido desejamos que o novo modelo tenha o maior sucesso.
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
Elvis Presley
Elvis Presley foi um famoso cantor e músico, natural dos Estados Unidos da América, sendo mundialmente denominado O Rei do Rock.
Can't Help Falling In Love
Wise men say only fools rush in
But I cant help falling in love with you
Shall I stay
Would it be a sin
If I cant help falling in love with you
Like a river flows surely to the sea
Darling so it goes
Some things are meant to be
Take my hand, take my whole life too
For I cant help falling in love with you
For I cant help falling in love with you
Can't Help Falling In Love
Wise men say only fools rush in
But I cant help falling in love with you
Shall I stay
Would it be a sin
If I cant help falling in love with you
Like a river flows surely to the sea
Darling so it goes
Some things are meant to be
Take my hand, take my whole life too
For I cant help falling in love with you
For I cant help falling in love with you
sábado, 8 de novembro de 2008
Centro Desportivo e Cultural de Argivai
O Centro Desportivo e Cultural de Argivai, CDCA, fundado em 2 de Março de 1976 foi, nos anos 70 e 80, uma referência fundamental no empreendedorismo associativo de Argivai, tendo conseguido façanhas que perduram indelevelmente na nossa memória colectiva, e, concomitantemente, transportou e alcandorou o seu nome e o nome da nossa terra em muitos pontos do país e além-fronteiras.
Clube ecléctico, apoiado com empenho pelas forças vivas da comunidade, nomeadamente por empresas, particulares e também por entidades oficiais, desenvolveu o desporto, a cultura e a solidariedade, que foram fruídos pelos associados, atletas, simpatizantes e pela população em geral, nas diversas vertentes consignadas nos seus estatutos, como atletismo, futebol, ténis de mesa, xadrez, damas, jogos populares, biblioteca, teatro, jornal A Voz de Argivai, Rancho Folclórico Infantil S. Miguel-o-Anjo, etc.
O espólio deste clube, devido à fusão das associações existentes na freguesia (Centro Desportivo e Cultural de Argivai, Associação Recreativa e Cultural de Argivai, Associação Cultural e Desportiva Argivaiense-Argivai Futebol Clube e a Associação Foclórica de Argivai), pertence à União Desportiva e Cultural de Argivai, UDCA, fundada em 30 de Novembro de 1988, que foi elevada à condição de instituição de utilidade pública desde o ano de 2002.
Clube ecléctico, apoiado com empenho pelas forças vivas da comunidade, nomeadamente por empresas, particulares e também por entidades oficiais, desenvolveu o desporto, a cultura e a solidariedade, que foram fruídos pelos associados, atletas, simpatizantes e pela população em geral, nas diversas vertentes consignadas nos seus estatutos, como atletismo, futebol, ténis de mesa, xadrez, damas, jogos populares, biblioteca, teatro, jornal A Voz de Argivai, Rancho Folclórico Infantil S. Miguel-o-Anjo, etc.
O espólio deste clube, devido à fusão das associações existentes na freguesia (Centro Desportivo e Cultural de Argivai, Associação Recreativa e Cultural de Argivai, Associação Cultural e Desportiva Argivaiense-Argivai Futebol Clube e a Associação Foclórica de Argivai), pertence à União Desportiva e Cultural de Argivai, UDCA, fundada em 30 de Novembro de 1988, que foi elevada à condição de instituição de utilidade pública desde o ano de 2002.
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
Biblioteca de Argivai
A Biblioteca de Argivai não é da Junta de Freguesia de Argivai, mas sim da prestigiada Instituição de Utilidade Pública, chamada União Desportiva e Cultural de Argivai, formada ainda no tempo do CDCA por um grupo de jovens na altura, onde me incluo, sob a direcção inicial do Eng. Adelino Braga, e mais tarde por mim e actualmente pela Direcção de António Torres.
As sucessivas Juntas de Argivai, incluindo a actual, pouco têm feito pela verdadeira cultura e, infelizmente, procuram queimar quem lhes não é subserviente...mas adiante...Já disse ao Adolfo Ribeiro que apoio a sua recandidatura, até pelo PS, se não tiver quem o queira apoiar (logo estou a abdicar dum lugar que é meu por direito, transparência e honestidade militante...eh! eh!) desde que seja para corrigir os erros que as Juntas têm feito no passado, incluindo a actual. Embora reconheça que a UEA (independentes) é cada vez a mais favorita e a que tem mais simpatia na freguesia - até já sugeri ao PS que faça coligação com eles nas próximas eleições, se queremos sair vitoriosos em Argivai...
domingo, 26 de outubro de 2008
Obstar
Os deputados dum movimento cívico solicitaram, em 22 de Junho de 2007, ao abrigo da Lei nº 169/99 de 18 de Setembro, artigo 14º, nº1, alínea b), com as alterações introduzidas pela lei nº5-A/2002, de 11 de Janeiro, a marcação de uma sessão extraordinária da assembleia para serem informados sobre as condições de cedência de terrenos e outros assuntos de interesse.
A mesa da assembleia negou provimento ao pedido de convocação, contrariando as posturas legais nomeadamente a Lei nº 169/99, de 18 de Setembro, artigo 14º, nº1, alínea b), aprovada na Assembleia da Republica, porquanto esta é clara ao dizer que "a assembleia reúne em sessão extraordinária quando requerida por um terço dos seus membros", como foi o caso, e a mesa também infringiu ao contrariar as posturas do regimento da assembleia de freguesia.
O exercício de funções políticas deve ser legitimado e enquadrado dentro da legislação vigente, condição fundamental para que os direitos e deveres sejam devidamente salvaguardados, através de uma correcta interpretação da lei, que não foi o caso, com nítido prejuízo do direito à informação, sonegada a esses deputados.
A cidadania é um conceito que tem a sua origem na Grécia clássica. Sofrendo evoluções ao longo da história é hoje um conceito mais abrangente, mas esteve sempre intimamente ligado aos direitos políticos, que permite ao indivíduo intervir na direcção dos assuntos públicos e nas decisões do Estado, ora, é importante que estes direitos, consignados na antiguidade, sejam vivenciados pela população de Argivai, isto é, que esta seja agente da sua cidadania.
A mesa da assembleia negou provimento ao pedido de convocação, contrariando as posturas legais nomeadamente a Lei nº 169/99, de 18 de Setembro, artigo 14º, nº1, alínea b), aprovada na Assembleia da Republica, porquanto esta é clara ao dizer que "a assembleia reúne em sessão extraordinária quando requerida por um terço dos seus membros", como foi o caso, e a mesa também infringiu ao contrariar as posturas do regimento da assembleia de freguesia.
O exercício de funções políticas deve ser legitimado e enquadrado dentro da legislação vigente, condição fundamental para que os direitos e deveres sejam devidamente salvaguardados, através de uma correcta interpretação da lei, que não foi o caso, com nítido prejuízo do direito à informação, sonegada a esses deputados.
A cidadania é um conceito que tem a sua origem na Grécia clássica. Sofrendo evoluções ao longo da história é hoje um conceito mais abrangente, mas esteve sempre intimamente ligado aos direitos políticos, que permite ao indivíduo intervir na direcção dos assuntos públicos e nas decisões do Estado, ora, é importante que estes direitos, consignados na antiguidade, sejam vivenciados pela população de Argivai, isto é, que esta seja agente da sua cidadania.
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
Louis Armstrong
Com uma voz e personalidade indiscutivelmente inconfundíveis, até hoje reconhecidas por aqueles que não são aficionados, Louis Armstrong é um dos maiores expoentes do Jazz como cantor e como grande solista com o seu trompete. What A Wonderful World (Que Mundo Maravilhoso) é uma música excepcional e de rara beleza.
Se quisermos, o mundo pode ser bom e maravilhoso.
What a Wonderful World
I see trees of green, red roses too
I see them bloom for me and you
And I think to myself what a wonderful world.
I see skies of blue and clouds of white
The bright blessed day, the dark sacred night
And I think to myself what a wonderful world.
The colors of the rainbow so pretty in the sky
Are also on the faces of people going by
I see friends shaking hands saying how do you do
They're really saying I love you.
I hear babies crying, I watch them grow
They'll learn much more than I'll never know
And I think to myself what a wonderful world
Yes I think to myself what a wonderful world.
Se quisermos, o mundo pode ser bom e maravilhoso.
What a Wonderful World
I see trees of green, red roses too
I see them bloom for me and you
And I think to myself what a wonderful world.
I see skies of blue and clouds of white
The bright blessed day, the dark sacred night
And I think to myself what a wonderful world.
The colors of the rainbow so pretty in the sky
Are also on the faces of people going by
I see friends shaking hands saying how do you do
They're really saying I love you.
I hear babies crying, I watch them grow
They'll learn much more than I'll never know
And I think to myself what a wonderful world
Yes I think to myself what a wonderful world.
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
3ª Assembleia/08
Na terceira Sessão Ordinária de 2008 da Assembleia, efectuada em 26 de Setembro, um elemento do orgão executivo proferiu palavras impróprias aos deputados de um movimento cívico representativo de uma larga margem da população.
A utilização dessas palavras não são recomendáveis, muito menos em Sessões da Assembleia, porque não abona a quem as profere, não dignifica o local, a freguesia e o público presente.
Por conheçer bem os elementos do executivo, e este em particular, acredito que as palavras proferidas saíram de forma impensada, que não reflectem nenhuma atitude prepotente ou deselegante, que em nada ajudam a resolver as questões da freguesia.
Por conheçer bem os elementos do executivo, e este em particular, acredito que as palavras proferidas saíram de forma impensada, que não reflectem nenhuma atitude prepotente ou deselegante, que em nada ajudam a resolver as questões da freguesia.
Assim, acredito que, na próxima reunião da Assembleia, quem proferiu tamanhos impropérios, se retrate perante a bancada visada e ao público presente na referida sessão.
Em política, as divergências de opinião são bem-vindas.
As melhores soluções para os problemas da nossa terra, e dos seus cidadãos, não estão necessariamente do lado de quem detém o poder. Vai mal Argivai se quem nos governa, em vez de ouvir e atender os cidadãos, responder aos seus problemas e anseios com falta de cordialidade, como aconteceu na dita Assembleia.
Também no decorrer da dita reunião da Assembleia e no sentido de macular o movimento cívico, foi dito por outro elemento do orgão executivo que a União Desportiva e Cultural de Argivai, Instituição de Utilidade Pública, não podia conter valências sociais, pelo facto de estar em sérias dificuldades financeiras provocadas por um elemento do referido movimento.
Após ter pedido a palavra, estas acusações foram refutadas pelo visado, solicitando este, de seguida, provas concretas de tais acusações, que não foram apresentadas.
No mesmo sentido, também um ilustre, benemérito e respeitado cidadão de Argivai, antigo director da UDCA, que assistia à dita Sessão da Assembleia , considerou as acusações caluniosas, ou melhor, "uma despregada mentira".
Subscrever:
Mensagens (Atom)











