segunda-feira, 30 de março de 2009

Os Penedos dos Guizos


"Os Penedos dos Guizos", obra da autoria de Sofia Teixeira, apresentada em 12 de Julho de 2008, no Diana Bar.
A jovem escritora, que vive em Argivai, inspira-se numa lenda da sua freguesia para a publicação do livro destinado ao público infanto-juvenil. Partindo de algumas reminiscências chegadas até hoje, construiu uma história que relata a maior aventura da vida de Sara, uma menina de nove anos, que com coragem e determinação, desvenda o estranho mistério dos penedos dos guizos e dos seres do outro mundo que por lá aparecem.
O Património Oral já referenciado por Manuel Amorim em A Póvoa Antiga e lembrado por alguns habitantes de Argivai, suscitou o interesse da autora que acabou por escrever este livro dedicado à sua freguesia.

Portal da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim

quinta-feira, 19 de março de 2009

Festa da Senhora do Bom Sucesso

Considerada como uma das mais importantes festas tradicionais de Argivai, que se realiza no primeiro Domingo depois da Páscoa, Pascoela, em homenagem à Nossa Senhora do Bom Sucesso, sabe-se que este ano não se vai realizar, o que é um precedente grave.
É urgente o aparecimento duma visão integradora e mobilizadora das várias sensibilidades de Argivai, que incuta proactividade, alavancada no trabalho em equipa, para que a identidade e a história da terra sejam revitalizadas, e para colocarmos o desenvolvimento da terra à altura dos pergaminhos conquistados no passado.
Lembremo-nos que a Capela, construída no século XVIII, aumentada e reconstruida em 1866, guarda devoção a Nossa Senhora do Bom Sucesso, foi a antiga matriz da Póvoa de Varzim.
Todos temos o dever de preservar os nossos sinais identitários, mas, para isso, precisamos que todos, sem distinções, trabalhem menos a pensar em si e mais em prol da comunidade.

domingo, 15 de março de 2009

Maria Bethânia

video
Maria Bethânia, brasileira, natural da Bahia, é uma das principais intérpretes da música brasileira e da Língua Portuguesa. Revolucionou a forma de fazer espectáculos no Brasil, intercalando músicas com poemas de Fernando Pessoa, poeta português, Vinícius de Moraes, Clarice Lispector, etc., criando um estilo próprio, que faz lembrar peças teatrais.
Eu vou te contar, que você não me conhece...
"Eu vou te contar, que você não me conhece...
E eu tenho que gritar isso porque você está surdo e não me ouve!
A sedução me escraviza a você ...
Ao fim de tudo você permanece comigo, mas preso ao que eu criei e não a mim.
E quanto mais falo sobre a verdade inteira, um abismo maior nos separa...
Você não tem um nome , eu tenho...
Você é um rosto na multidão , e eu sou o centro das atenções ,
Mas a mentira da aparência do que eu sou, é a mentira da aparência do que você é.
Por que eu , eu não sou o meu nome, e você não é ninguém...
O jogo perigoso que eu pratico aqui, ele busca a chegar ao limite possível da aproximação.
Através da aceitação, da distância, e do reconhecimento dela.
Entre eu e você existe a notícia que nos separa ...
Eu quero que você me veja nua , eu me dispo da notícia.
E a minha nudez parada , te denuncia, e te espelha...
Eu me delato, tu me relatas...
Eu vos acuso, e confesso por nós.
Assim, me livro das palavras,
Com as quais você me veste . "

Um Jeito Estúpido De Te Amar

Eu sei que eu tenho um jeito
Meio estúpido de ser
E de dizer coisas que podem
Magoar e te ofender
Mas cada um tem o seu jeito
Todo próprio de amar
E de se defender
Você me acusa e só me preocupa
Agrava mais e mais a minha culpa
Eu faço e desfaço, contrafeito
O meu defeito é te amar demais.
Palavras são palavras
E a gente nem percebe
O que disse sem querer
E o que deixou pra depois
Mas o importante é perceber
Que a nossa vida em comum
Depende só e unicamente de nós dois
Eu tento achar um jeito de explicar
Você bem que podia me aceitar
Eu sei que eu tenho um jeito meio estúpido de ser
Mas é assim que eu sei te amar.

Palavras são palavras
E a gente nem percebe
que disse sem querer
E o que deixou pra depois
Mas o importante é perceber
Que a nossa vida em comum
Depende só e unicamente de nós dois
Eu tento achar um jeito de explicar
Você bem que podia me aceitar
Eu sei que eu tenho um jeito meio estúpido de ser
Mas é assim que eu sei te amar.

terça-feira, 10 de março de 2009

A Sanzala do "Vai-te Embora"...


"Eh mama na bana etula ngimba si fela.." (Oh mães dos filhos-rapazes cantem para se dançar...)
O grupo Quicongo, situa(va)-se em Angola nas zonas de Cabinda, Uíge e Zaire, são os verdadeiros donatários do antigo Reino do Congo, os Cabindas são Ne-Kongo devido à sua ascendência real ou nobre dentro dos Kikongos (a partícula N´significa nobreza-respeito). A kibanga é uma casa grande onde dormem os rapazes grandes e onde à noite se reúnem velhos e novos contando histórias e adivinhas assim se transmitindo usos e costumes e a moral social...
A circuncisão é o rito mais marcante dos Kikongos, quando os rapazes atingem os desasseis anos e vão para um retiro na mata a fim de se prepararem e para as raparigas é a cerimónia da iniciação(varia de terra para terra), mas normalmente a donzela é tingida com uma pasta feita de tacula ficando assim com a pele vermelha...
*Nasci perto dela na base do monte onde ela se situa(va)...recordo o ecoar de botijas de gás que rebentavam num despiste de um camião que as transportava para Carmona (Uíge) detrás do sol que nasc(ia)e todas as manhãs lá na estrada para o Negage...
A Sanzala do "Vai-te Embora" é o titulo de uma antologia de contos reais da vida em Angola que conto levar a público logo que para tal me seja possível... Renato Gomes Pereira - Ngola Gomes.

De Cá Fico, 17 Agosto de 2006

quinta-feira, 5 de março de 2009

Consta-se...

Constou-me que o actual presidente, Sr. Adolfo Ribeiro, não se recandidata, o que me deixou bastante surpreendido.
Tendo em atenção o seu empenho pessoal em algumas questões pendentes, custa-me a crer que as deixe para o seu sucessor.
Pessoalmente, tenho a melhor das impressões do Sr. Adolfo Ribeiro, quer ao nível do relacionamento particular, quer ao nível do relacionamento na actividade cívica, não tenho nada contra ele, sempre me respeitou e tenho-o como um amigo que prezo.
Acredito profundamente que tudo o que fez foi sempre a pensar no melhor para a nossa terra, sem tirar proveito próprio, dedicando uma boa parte do seu tempo à autarquia em detrimento da sua saúde e da sua vida pessoal e familiar.
Na minha opinião fez algumas coisas positivas e outras poderia ter feito de outra forma, nestas, deveria aconselhar-se mais e reflectir melhor, porque teve algumas decisões importantes controversas, sem deixar margem para que se possa inflectir.
A vida é feita de mudança, mas gostava que se mudasse para melhor, porque só assim é que pode haver desenvolvimento.
Espero que a população dispense uma atenção muito especial no próximo sufrágio autárquico, de forma a escolher o melhor candidato, não aquele que promete mundos e fundos e que dá palmadinhas nas costas, ou que se derrete em sorrisos e abraços nestas alturas, mas aquele que dê credibilidade a um projecto de mudança com empenho, seriedade, competência e respeito pela memória de Argivai e pelos que nela vivem.
Há enormes desafios que devem ser enfrentados com perseverança, integrados numa estratégia de desenvolvimento sustentado da nossa terra, nos mais variados domínios, desde a dinamização da sociedade civil para os vários eventos, que são marcos da nossa identidade, como as festas populares sagradas e profanas; à dinamização do centro cívico com equipamento adequado para a realização de eventos; à valorização do nosso património histórico que se encontra esquecido, como a Fonte do Sr. dos Milagres e o Castro de Argivai; aos arranjos urbanísticos nos espaços envolventes da Capela e da Igreja; ao equipamento de apoio a idosos; ao planeamento adequado na melhoria da rede viária, etc., etc.,….