A banda britânica de rock alternativo Coldplay, fundada em 1996, encheu, ontem à noite, o Estádio do Dragão. Cinquenta mil pessoas acolheram o arranque da digressão europeia da banda.
Sábado, 19 de Maio de 2012
Quarta-feira, 25 de Abril de 2012
25 de Abril
A democracia é um dado adquirido, mas não a temos sabido exercer no nosso dia a dia, por culpa própria na ausência de exigência cívica. Somos tentados a criticar o que está errado no nosso país, desde a situação económia, ao sistema de saúde, passando pelo sistema judicial e pela educação, etc., etc., mas nada fazemos para mudar o atual estado das coisas, e podemos mudar se formos mais exigentes, ao não permitir que as corporações governem em nosso nome e penalizarmos os governantes que desde o 25 de abril, pela sua incompetência e pelos seus actos, prejudicaram o bem comum.
Quarta-feira, 11 de Abril de 2012
Terça-feira, 20 de Março de 2012
Espaço Agros
Na sexta-feira passada, procedeu-se à inauguração da primeira fase do novo Espaço Agros, localizado em Argivai, Póvoa de Varzim.
Num terreno de 22 hectares, com uma área de construção de 4000 m2, as obras começaram em 2003, prevendo-se, quando houver condições económicas, avançar com a construção de um espaço para os transportes, e com o projecto respeitante à acessibilidade, que já está concluído e aprovado pela Câmara, onde se prevê a construção de uma rotunda entre a saída da A28 e a rotunda do Desporto.
O Edifício Agros possui um energy center de concentração e produção energética, de alto rendimento, permitindo poupanças de 30%.
Foram apresentados os livros “AGROS, Seis Décadas de História” e a biografia de Fernando da Silva Mendonça, “História de Uma Vida - 1935-2010”, escrita pelo padre Domingos Lourenço Vieira. Foi ainda inaugurada a exposição “Fernando da Silva Mendonça, História de Uma Vida - 1935-2010”.
Terça-feira, 13 de Março de 2012
Troika e Eletricidade
Tem sido noticiado pela comunicação social que o plano de acção para combater as rendas excessivas na produção de electricidade já está fechado com a ‘troika'. Assim, no âmbito da terceira revisão do memorando de entendimento, os peritos internacionais definiram, no final de Fevereiro, as medidas que têm de ser tomadas, face aos compromissos assumidos com o Fundo Monetário Internacional, a Comissão Europeia e o Banco Central Europeu.
O impasse na reforma do sector energético está assim a ser escrutinado à lupa pela ‘troika'. A terceira revisão do memorando de entendimento, que será tornada pública nas próximas semanas, contém novidades nesta matéria. Recorde-se que este foi, aliás, um dos pontos que mereceu mais críticas por parte da ‘troika' durante a recente passagem por Lisboa, na última quinzena de Fevereiro.
As medidas estruturais, focadas sobretudo na problemática dos preços, redução do défice tarifário e reforço da liberalização do mercado, são assim para cumprir. Ainda segundo o Diário Económico, a ‘troika' não abre mão desta exigência. Isso mesmo foi garantido pelas autoridades portuguesas, que as políticas em relação ao sector da energia irão ser mantidas e serão cumpridos integralmente os preceitos do memorando de entendimento.
Segunda-feira, 20 de Fevereiro de 2012
Ballade Pour Adeline
Ballade Pour Adeline, bela música interpretada por um grande guitarrista. O arranjo do tema, consagrado para piano nas mãos de Richard Clayderman, não podia ser melhor. Está no plano do sonial o que este músico consegue fazer com as notas, envolvendo-nos e transportando-nos, neste trecho interpretado com sensibilidade.
Quarta-feira, 8 de Fevereiro de 2012
Palestra de Merkel
Angela Merkel deu a Madeira como um mau exemplo da aplicação dos fundos estruturais europeus, sublinhando que naquela região autónoma estas verbas "serviram para construir túneis e auto-estradas, mas não para aumentar a competitividade".
Na opinião de Merkel, os referidos fundos devem servir para apoiar financeiramente as pequenas e médias empresas, por exemplo, como ficou decidido no recente Conselho Europeu, em Bruxelas, e não mais para construir estradas, pontes e túneis, como sucedeu, na sua opinião, naquela região autónoma portuguesa.
"Quem já esteve na Madeira, deve ter ficado convencido que os fundos estruturais europeus foram bem aplicados na construção de muitos túneis e auto-estradas, mas isso não conduziu a que haja mais competitividade", observou a chefe do governo alemão, numa palestra proferida perante alunos, na Bela Foundation, em Berlim.
Sábado, 28 de Janeiro de 2012
Reforma Administrativa
A assembleia municipal da Póvoa de Varzim reuniu-se ontem extraordinariamente para discutir a reforma administrativa, que implicará mudanças nas autarquias locais incluindo eventuais fusões.
Mas, dado que ontem o Conselho de Ministros ainda não fez todas as alterações ao documento de reforma administrativa, acabou por nada ser decidido nesta sessão da Póvoa de Varzim.
O presidente da Câmara, Macedo Vieira, referiu que, muito provavelmente, o município da Póvoa não sofrerá alterações na configuração das 12 freguesias que possui.
João Costa, o presidente da assembleia, vai aguardar pelo documento definitivo que será disponibilizado pelo Governo, para voltar a marcar nova reunião extraordinária.
Quarta-feira, 4 de Janeiro de 2012
Campeões de Hotel
A equipa portuguesa é a que mais vai pagar de hotel no próximo Europeu, a disputar na Ucrânia e na Polónia, com uma diária de mais de 33 mil euros, segundo as contas do jornal desportivo espanhol AS.
Portugal vai ficar em Opalenica, na Polónia, ainda que jogue a fase de grupos na Ucrânia, no Hotel Remes Sport & Spa. A escolha agradou a Paulo Bento, principalmente, pelo exterior e em particular com o campo nº5, longe da vista dos ‘curiosos’ e com mini-estádio.
Do lado oposto está a campeã do Mundo e da Europa, a Espanha, com um valor diário para a estadia de toda a seleção (jogadores, equipa técnica, diretores e todos os membros da comitiva) de 4700 euros.
Sábado, 3 de Dezembro de 2011
Domingo, 27 de Novembro de 2011
Fado
A Organização da ONU para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) considerou "exemplar" a candidatura de Portugal, atribuindo ao Fado, este fim de semana, em Bali na Indonésia, o estatuto de Património Imaterial da Humanidade, juntando-se aos mais de duzentos bens, onde se inclui o Tango da Argentina e o Flamenco de Espanha.
A partir deste momento, o fado é reconhecido como um Património de toda a Humanidade, um valor inestimável no presente e uma herança cultural importante para as gerações futuras.
A partir deste momento, o fado é reconhecido como um Património de toda a Humanidade, um valor inestimável no presente e uma herança cultural importante para as gerações futuras.
Domingo, 16 de Outubro de 2011
Rádio Televisão Portuguesa
Estou indignado e fiquei ofendido com o que li na imprensa de hoje.
A Rádio Televisão Portuguesa, uma empresa praticamente falida, e que vive à custa dos contribuintes, dá um prejuízo diário de 1.000.000 € (um milhão de euros de prejuízo por dia!), o que implica um custo mensal por habitante de 3 euros.
Apesar da cantilena do costume, a RTP não dá aos portugueses melhor serviço público - a meu ver até dá pior - do que as estações da concorrência, SIC e TVI, e para vê-las não temos que as pagar!
Não entendo porque ainda não se privatizou este autêntico sorvedouro de dinheiro. Neste período de austeridade faz todo o sentido privatizar a RTP, porque equivaleria a uma redução do défice de 360.000.000 de euros, que deixariam de sair dos nossos bolsos.
Sou um consumidor moderado de televisão, mas quando pretendo ver algum programa que me interessa, quase sempre tenho que recorrer às televisões privadas, porque da visada estamos conversados: futebol e concursos a torto e a direito e informação manipulada.
Não entendo a opinião daqueles que afirmam que uma nova empresa privada no mercado da rádio e da televisão traria consequências muito difíceis, uma vez que o mercado publicitário não é infinito.
Se a RTP não tem mercado, que faça por o ter, como fazem as outras, porque eu não quero pagar nem um tostão para a sustentar.
Li na imprensa de hoje que esta televisão, mesmo com as receitas de publicidade, tem um passivo de 530.000.000 euros. Não obstante paga a alguns (muitos?) dos seus funcionários ordenados de sonho e avenças de luxo a figuras públicas e a políticos para fazerem comentários políticos. Mordomias imorais que saem do erário público, quando uma elevada percentagem da população portuguesa está com sérias dificuldades de sobrevivência.
Sábado, 10 de Setembro de 2011
Silva Pereira
Lamento o desaparecimento do Senhor Manuel Carvalho da Silva Pereira, natural de Beiriz, cuja personalidade é reconhecida pela sua dedicação ao associativismo cívico na Póvoa de Varzim.
Foi, durante largos anos, timoneiro de diversas instituições e associações da sua terra, como o Clube Naval Povoense, o Varzim Sport Clube e a Santa Casa da Misericórdia da Póvoa de Varzim.
Como Provedor da Santa Casa da Misericórdia transmitiu-me afavelmente, há cerca de 6 anos atrás, importantes conhecimentos sobre o funcionamento da Instituição de Solidariedade Social, benemeritamente vocacionada para acolher e dar resposta aos problemas sociais dos idosos carenciados.
Como Provedor da Santa Casa da Misericórdia transmitiu-me afavelmente, há cerca de 6 anos atrás, importantes conhecimentos sobre o funcionamento da Instituição de Solidariedade Social, benemeritamente vocacionada para acolher e dar resposta aos problemas sociais dos idosos carenciados.
Quinta-feira, 1 de Setembro de 2011
Privatização da TAP
A TAP voltou a registar perdas na primeira metade do ano de 2011, acumulando em seis meses prejuízos de 137 milhões de euros, mais 58 milhões de euros do que em igual período do ano passado.
A privatização da TAP já devia ter acontecido há mais de 20 anos.
A privatização da TAP já devia ter acontecido há mais de 20 anos.
Sr. Primeiro-ministro, privatize-a o mais rápidamente possível, para não termos de continuar a pagar, com o dinheiro dos nossos impostos, os devaneios esquizotímicos desta empresa.
Quarta-feira, 3 de Agosto de 2011
Monteiro de Barros
"Não há Justiça em Portugal". Esta é a conclusão de Monteiro de Barros proferida ao Diário Económico. O empresário sublinha que "não havendo um sistema judicial minimamente eficaz" se torna impossível recuperar da actual crise em que o país se encontra e atrair capital estrangeiro.
À pergunta sobre o que falta a Portugal e aos governantes para recuperarmos desta crise?, disse: "Cortar a direito. É por isso que tenho alguma esperança neste Governo. Foram buscar, para as pastas principais, pessoas de competência técnica mas que não têm - os dois passaram muito tempo no estrangeiro - aquilo a que chamaria compromissos ou amizades políticas. Não estão dentro do sistema. Não devem nada a ninguém. Este Governo poderá cortar mais a direito. O grande problema, que está na chave de tudo, é o facto do sistema judicial português não existir. Não há Justiça em Portugal. E, não havendo um sistema judicial minimamente eficaz, não se pode governar em democracia. A situação da Justiça em Portugal é um desastre. É calamitoso."
Domingo, 17 de Julho de 2011
Nuno M. Rocha é o novo pároco de Argivai
O arcebispo primaz de Braga, anunciou hoje o Movimento Eclesiástico. D. Jorge Ortiga, em comunicado enviado à comunicação social, deu conta que esta 'reorganização territorial da arquidiocese tem concentrado muitas energias'. Segundo o prelado, 'não é fácil harmonizar os reais interesses das paróquias e dos sacerdotes com as possibilidades de que dispomos'. 'Diante de nós temos um desafio que deve comprometer sacerdotes e leigos: tomar consciência de um novo modo de ser Igreja para crescermos na comunhão corresponsável. Uma aposta necessária na formação sólida capaz de garantir a variedade ministerial na transmissão, celebração e vivência da fé cristã. Isto não é tarefa de alguns ou sempre dos mesmos. É uma exigência da nossa condição baptismal. Todos devemos sentir a alegria de viver uma pastoral que necessariamente está a exigir mudanças de atitude em todos nós', escreve o arcebispo.
D. Jorge Ortiga aproveitou o momento para lançar alguns apelos, não só aos sacerdotes, mas também aos leigos. 'Aos sacerdotes pede-se que se concentrem no essencial e específico do seu ministério, criando e preparando espaços de corresponsabilidade laical em ordem a uma confiança plena. Aos leigos pede-se que sintam a Igreja como espaço de comunhão e de participação ministerial sem qualquer espírito de protagonismo. Ser cristão passa por uma coerência de vida com o Evangelho e de compromisso familiar com as vocações na Igreja. Não podemos continuar a exigir multiplicações de eucaristias. As comunidades devem estar disponíveis para sacrifícios onde a alteração de horários e lugares de culto assim o exigirem', disse.
Neste sentido e perante as necessidades das comunidades, o arcebispo primaz de Braga fez várias nomeações dentre as quais se destaca a do Padre Nuno Matos Rocha, nomeado pároco de S. Miguel de Argivai, arciprestado de V. Conde/P. Varzim, em acumulação com N. Sra. da Lapa, do mesmo arciprestado.
Quarta-feira, 13 de Julho de 2011
Pensamento alemão
"Portugueses e gregos vivem à custa dos alemães". A frase é de Hans-Werner Sinn, presidente do instituto Ifo, o maior instituto económico da Alemanha, com sede em Munique, em declarações ao jornal Bild, lido por 12 milhões de pessoas na Alemanha.
A maioria dos alemães entende que ajudar os países em risco de colapso devido à crise da divida é deitar dinheiro ao lixo.
Ulrike Guerot, membro do Conselho Europeu, diz que "os alemães estão a ficar sem paciência e as suas relações com a Europa já entraram numa era pós-romântica".
É que a maioria dos cidadãos alemães considera que Berlim nunca deveria ter esbanjado o dinheiro dos contribuintes em países que não cumpriram as regras orçamentais da União Europeia.
Segundo uma recente sondagem, citada pela Reuters, o número de alemães que acredita no sucesso da moeda única europeia tem vindo a diminuir. É que se em 2008 - antes da crise de dívida - 50% dos alemães tinham pouca confiança no euro, actualmente, o número ronda os três quartos.
De acordo com os mesmos dados, dois terços dos alemães opõem-se a ajudar a Grécia ou consideram que não valerá mesmo a pena.
O economista Hans-Werner Sinn, presidente do instituto Ifo, que compila os indicadores económicos mais importantes da Alemanha, deixou o alerta no jornal Bild: "a ajuda à Grécia e a Portugal está muito acima das possibilidades dos alemães (...) e os reformados vão ser as primeiras vítimas destes resgates", sublinhou.
O mesmo responsável acrescentou uma declaração não menos polémica: "os portugueses e os gregos vivem à custa dos alemães".
O jornal alemão, que é lido por 12 milhões de pessoas, sobe o tom das criticas para escrever manchetes como "nós pagamos e ainda somos insultados", depois de em Atenas, os manifestantes utilizarem bandeiras nazis para protestar contra os condicionamentos rígidos de Merkel à ajuda à Grécia.
O ministro dos Negócios estrangeiros da Alemanha, Werner Hoyer, adianta que perante as actuais circunstâncias, "já há muitas pessoas a considerar positivo voltar ao velho marco".
Terça-feira, 12 de Julho de 2011
Porto rompeu com a Fitch em 2010
O presidente da Câmara do Porto explicou segunda-feira, à noite, na Assembleia Municipal, que o cancelamento do contrato da autarquia com a agência de notação financeira Fitch estava consumado desde junho de 2010.
“Não mudei assim tão de repente de opinião”, disse Rui Rio, quando confrontado pela CDU sobre as suas alegadas alterações de posição a respeito das agências de notação financeira, em geral, e do fim do contrato da autarquia com a Fitch, em particular.
Rio revelou ainda que o contrato com a agência custava à Câmara cerca de 20 mil euros. “Mas quando tentaram renovar já faziam um desconto”, acrescentou, em tom irónico.
Para Rui Rio, as agências de ‘rating’ estão a enveredar por análises “mais ou menos a olho, no interesse dos que no mercado compram e vendem dívida pública”, alterando frequentemente perspetivas de longo prazo, sem razões objetivas para o fazerem.
Referindo-se às medidas impostas a Portugal pela troica, o autarca do Porto manifestou concordância genérica com “praticamente todas”.
“O que discordo é que se procure tratar igual o que é diferente”, observou.
Domingo, 19 de Junho de 2011
Afonso Oliveira
Afonso Oliveira, vereador da autarquia da Póvoa de Varzim, integrou as listas sociais-democratas no distrito do Porto, lista que foi encabeçada por Aguiar Branco às eleições de 5 de Junho. O actual vereador da autarquia vai pedir a renúncia ao mandato para assumir o lugar de deputado na Assembleia da República.
Com um percurso de vários anos de actividade partidária, Afonso Oliveira, natural de Argivai, iniciou cedo a sua actividade politica, sendo mais tarde membro da Assembleia Municipal.
Desempenha o cargo de vereador desde o ano de 2005, com responsabilidade nas áreas das finanças e do desenvolvimento local.
Ao amigo e conterrâneo Afonso Oliveira desejo as maiores felicidades no desempenho da sua futura actividade parlamentar, na certeza de que fará o melhor, tendo como objectivo a defesa do superior interesse público, tal como o fez no município poveiro.
Desempenha o cargo de vereador desde o ano de 2005, com responsabilidade nas áreas das finanças e do desenvolvimento local.
Ao amigo e conterrâneo Afonso Oliveira desejo as maiores felicidades no desempenho da sua futura actividade parlamentar, na certeza de que fará o melhor, tendo como objectivo a defesa do superior interesse público, tal como o fez no município poveiro.
Quarta-feira, 1 de Junho de 2011
Senhor dos Milagres
O Agrupamento Vertical de Escolas Cego do Maio irá realizar, no dia 2 de Junho (Quinta-feira da Ascensão), uma recriação da romaria do Senhor dos Milagres, na freguesia de Argivai.
Esta actividade pretende retratar uma faceta da história local e da comunidade poveira de meados do século XX. Nessa altura, a Quinta-feira da Ascensão, também conhecida pela Quinta-feira da espiga, era feriado nacional e, como tal, o poveiro, profundamente religioso, aproveitava para cumprir promessas (vela d’altura, ex-voto, mealheiro…). Deslocavam-se com a família a pé até à igreja do Senhor dos Milagres onde rezavam, assistiam à missa e à “batalha das flores” que podia acontecer durante o final de cada mistério do terço ou no final da Eucaristia. Após o cumprimento da promessa religiosa, seguia-se a festa profana, partilha do merendeiro, jogos, danças e cantares.
Alunos e professores irão, agora, reviver esta tradição que marca o fim das Solenidades Pascais no concelho.
Portal Municipal da Póvoa de Varzim
Segunda-feira, 23 de Maio de 2011
Enfim, Portugal é isto!
Não sou admirador de uma boa parte das ideias que consubstancia a intervenção cívica do Dr. Marinho Pinto, por ser extremamente truculento na defesa de algumas delas e controverso, porque critica determinados abusos corporativos e injustiças que destroem a coesão social e económica do país, mas quando estão em causa os seus próprios interesses corporativos, ele não aplica o que apregoa, parafraseando aquele ditado popular, "Bem prega Frei Tomás, faz o que ele diz, não faças o que ele faz".
No entanto, não me deixou indiferente o artigo que escreveu no JN sobre a corrupção em Portugal - tema constantemente debatido por dezenas de individualidades da nossa praça -, pelo diagnóstico e exposição de casos concretos que se passaram e, infelizmente, vão continuar a passar impunemente no nosso país.
"A corrupção constitui hoje a principal causa da degenerescência da democracia portuguesa e é um dos mais sérios entraves ao nosso desenvolvimento. Na sua dimensão mais nociva, ela traduz-se no facto de os agentes públicos (funcionários, magistrados e titulares de órgãos políticos) praticarem actos contrários aos seus deveres funcionais em troca de subornos, que tanto podem ser materializados em dinheiro (comissões), como em empregos ou outras vantagens. Ela ocorre sobretudo na adjudicação de obras públicas, em licenciamentos ou concessões e na aquisição de bens ou serviços por parte do estado, incluindo empresas públicas e administração local.
A sua danosidade evidencia-se, desde logo, na circunstância de as melhores decisões, em termos de interesse público, serem preteridas em favor das que mais vantagens proporcionam ao decisor ou a terceiros: familiares, partidos políticos, clubes de futebol, etc. A corrupção distorce também as regras do mercado, fazendo com que as empresas que mais prosperam já não sejam as melhores, isto é, as que são bem geridas e que apresentam produtos ou serviços com mais qualidade, mas sim aquelas que proporcionam (mais) vantagens aos decisores públicos. A situação chegou a tal ponto que Daniel Kaufmann, um alto dirigente do Banco Mundial, afirmava em 2005 que Portugal podia estar ao nível do desenvolvimento da Finlândia se a corrupção fosse combatida com mais eficácia.
Mas, a pior consequência da corrupção é, indubitavelmente, a anomia da sociedade perante os sinais que a evidenciam, como se ela, apesar da sua perversidade, fosse uma inevitabilidade. É essa espécie de encolher de ombros colectivo que permite que ela se expanda ostensivamente. Corruptos e corruptores sentem-se cada vez mais impunes, pois sabem que não serão sancionados, nem através do voto democrático.
Pessoas houve que fizeram fortunas no exercício das mais altas funções do Estado, incluindo os funções de governo, durante anos, à vista de todos, sem que ninguém se incomodasse com isso e sem a mais leve sanção moral ou política.
Nenhuma obra pública em Portugal é paga pelo preço por que foi adjudicada. O seu custo final é sempre superior ao preço contratualizado, chegando a ultrapassá-lo em, duas, três, quatro ou mais vezes, sem que ninguém seja responsabilizado por isso.
O país está na ruína financeira mas comprou a uma empresa da Alemanha dois submarinos por mil milhões de euros. As autoridades alemãs processaram o consórcio vendedor porque descobriram que ele pagou dezenas de milhões de euros em subornos para ser preferido pelo comprador. Porém, em Portugal todos (políticos, polícias, magistrados e jornalistas) assobiam para o lado e ninguém quer saber quem recebeu esse dinheiro. O Estado português pagou trinta milhões de euros a mais, mas ainda ninguém deu uma explicação para isso nem se sabe aonde foi parar esse dinheiro.
Em Coimbra, um prédio de uma empresa pública é vendido às 10 horas da manhã por cerca de 15 milhões de euros e às 3 da tarde é revendido por cerca de 20 milhões. A empresa que intermediou o negócio e abiscoitou esse lucro tinha como consultores remunerados o presidente da Comissão Política Concelhia do PS e o presidente da Comissão Política Concelhia do PSD. Nenhum deles foi importunado nem as direcções nacionais dos seus partidos se interessaram pelo assunto.
Um governo em gestão autorizou, por despacho de três ministros, em vésperas de ser substituído, um empreendimento urbanístico numa zona ecológica. Nesse mesmo dia foram arrancados cerca de mil sobreiros que é uma árvore protegida. Alguns dias depois, o partido a que pertenciam dois dos ministros que assinaram o despacho (por sinal o mesmo do ministro da Defesa que comprara os submarinos), recebeu um milhão de euros em dinheiro vivo, depositado na sua conta com nomes falsos, em tranches de 10.000 euros (que é a quantia máxima que a lei permite depositar sem necessidade de justificar a origem). O escândalo foi tal que o Ministério Público abriu um processo e constituiu arguidos esses ministros, mas sem consequências. Alguns deles até foram «desarguidos» antes de concluído o inquérito. Só faltou pedir-lhes desculpas pelo incómodo. Nunca ninguém quis apurar, sequer, a(s) identidade(s) de quem fez tão generosa doação.
Mesmo alguns dirigentes políticos que, em dado momento, mais ergueram a voz contra a corrupção, aparentando querer combatê-la realmente, acabaram eles próprios «subornados» com a oferta de bons empregos e... Obviamente, desapareceram.
Enfim, Portugal é isto!"
No entanto, não me deixou indiferente o artigo que escreveu no JN sobre a corrupção em Portugal - tema constantemente debatido por dezenas de individualidades da nossa praça -, pelo diagnóstico e exposição de casos concretos que se passaram e, infelizmente, vão continuar a passar impunemente no nosso país.
"A corrupção constitui hoje a principal causa da degenerescência da democracia portuguesa e é um dos mais sérios entraves ao nosso desenvolvimento. Na sua dimensão mais nociva, ela traduz-se no facto de os agentes públicos (funcionários, magistrados e titulares de órgãos políticos) praticarem actos contrários aos seus deveres funcionais em troca de subornos, que tanto podem ser materializados em dinheiro (comissões), como em empregos ou outras vantagens. Ela ocorre sobretudo na adjudicação de obras públicas, em licenciamentos ou concessões e na aquisição de bens ou serviços por parte do estado, incluindo empresas públicas e administração local.
A sua danosidade evidencia-se, desde logo, na circunstância de as melhores decisões, em termos de interesse público, serem preteridas em favor das que mais vantagens proporcionam ao decisor ou a terceiros: familiares, partidos políticos, clubes de futebol, etc. A corrupção distorce também as regras do mercado, fazendo com que as empresas que mais prosperam já não sejam as melhores, isto é, as que são bem geridas e que apresentam produtos ou serviços com mais qualidade, mas sim aquelas que proporcionam (mais) vantagens aos decisores públicos. A situação chegou a tal ponto que Daniel Kaufmann, um alto dirigente do Banco Mundial, afirmava em 2005 que Portugal podia estar ao nível do desenvolvimento da Finlândia se a corrupção fosse combatida com mais eficácia.
Mas, a pior consequência da corrupção é, indubitavelmente, a anomia da sociedade perante os sinais que a evidenciam, como se ela, apesar da sua perversidade, fosse uma inevitabilidade. É essa espécie de encolher de ombros colectivo que permite que ela se expanda ostensivamente. Corruptos e corruptores sentem-se cada vez mais impunes, pois sabem que não serão sancionados, nem através do voto democrático.
Pessoas houve que fizeram fortunas no exercício das mais altas funções do Estado, incluindo os funções de governo, durante anos, à vista de todos, sem que ninguém se incomodasse com isso e sem a mais leve sanção moral ou política.
Nenhuma obra pública em Portugal é paga pelo preço por que foi adjudicada. O seu custo final é sempre superior ao preço contratualizado, chegando a ultrapassá-lo em, duas, três, quatro ou mais vezes, sem que ninguém seja responsabilizado por isso.
O país está na ruína financeira mas comprou a uma empresa da Alemanha dois submarinos por mil milhões de euros. As autoridades alemãs processaram o consórcio vendedor porque descobriram que ele pagou dezenas de milhões de euros em subornos para ser preferido pelo comprador. Porém, em Portugal todos (políticos, polícias, magistrados e jornalistas) assobiam para o lado e ninguém quer saber quem recebeu esse dinheiro. O Estado português pagou trinta milhões de euros a mais, mas ainda ninguém deu uma explicação para isso nem se sabe aonde foi parar esse dinheiro.
Em Coimbra, um prédio de uma empresa pública é vendido às 10 horas da manhã por cerca de 15 milhões de euros e às 3 da tarde é revendido por cerca de 20 milhões. A empresa que intermediou o negócio e abiscoitou esse lucro tinha como consultores remunerados o presidente da Comissão Política Concelhia do PS e o presidente da Comissão Política Concelhia do PSD. Nenhum deles foi importunado nem as direcções nacionais dos seus partidos se interessaram pelo assunto.
Um governo em gestão autorizou, por despacho de três ministros, em vésperas de ser substituído, um empreendimento urbanístico numa zona ecológica. Nesse mesmo dia foram arrancados cerca de mil sobreiros que é uma árvore protegida. Alguns dias depois, o partido a que pertenciam dois dos ministros que assinaram o despacho (por sinal o mesmo do ministro da Defesa que comprara os submarinos), recebeu um milhão de euros em dinheiro vivo, depositado na sua conta com nomes falsos, em tranches de 10.000 euros (que é a quantia máxima que a lei permite depositar sem necessidade de justificar a origem). O escândalo foi tal que o Ministério Público abriu um processo e constituiu arguidos esses ministros, mas sem consequências. Alguns deles até foram «desarguidos» antes de concluído o inquérito. Só faltou pedir-lhes desculpas pelo incómodo. Nunca ninguém quis apurar, sequer, a(s) identidade(s) de quem fez tão generosa doação.
Mesmo alguns dirigentes políticos que, em dado momento, mais ergueram a voz contra a corrupção, aparentando querer combatê-la realmente, acabaram eles próprios «subornados» com a oferta de bons empregos e... Obviamente, desapareceram.
Enfim, Portugal é isto!"
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Sábado, 21 de Maio de 2011
Quinta-feira, 5 de Maio de 2011
Prejuízos da CP
Segundo afirmou José Gomes Ferreira na SIC, a CP teve um prejuízo de 200 milhões de euros e tem um passivo acumulado de mais de 3.000 milhões de euros, que terão de ser pagos pelos contribuintes.
A "total independência" da CP face ao Estado está inscrita no memorando de entendimento entre o Governo e a 'troika'.
A "total independência" da CP face ao Estado está inscrita no memorando de entendimento entre o Governo e a 'troika'.
O documento atrás referido prevê um conjunto de medidas para os transportes, nomeadamente a apresentação de um plano estratégico para o sector durante o terceiro trimestre deste ano.
No sector ferroviário, que se encontra em falência técnica, o memorando de entendimento salienta a necessidade de "assegurar a total independência da operadora ferroviária CP do Estado", o que pode significar que esta operação passe pela privatização total.
No âmbito das privatizações, é referida expressamente no memorando a privatização da CP Carga e de algumas linhas suburbanas da CP, quando o desejável seria a privatização de todas.
No memorando prevê-se "revisão do sistema tarifário" do transporte ferroviário, para introduzir um mecanismo de gestão da rentabilidade dos bilhetes, que prevê, em particular, o aumento dos preços.
Quarta-feira, 4 de Maio de 2011
Concorrência nas telecomunicações
O acordo com o FMI impõe aumento da concorrência nas telecomunicações e, relativamente ao serviço universal, o Governo terá de assegurar que o contrato com o incumbente não é discriminatório: sendo necessário renegociar o contrato de concessão tendo em conta a prestação do serviço universal e lançar novo concurso para a designação dos prestadores de serviços.
Será ainda necessário promover mais concorrência nas telecomunicações fixas, aliviando as restrições de mobilidade aos consumidores através da redução de custos quando decidem mudar de fornecedor. Para o primeiro trimestre de 2012 está prevista a revisão e redução das barreiras de entrada no mercado fixo.
A ‘troika' quer facilitar a entrada de ‘players' no mercado das telecomunicações com as novas frequências que serão disponibilizadas através do leilão de espectro da quarta geração móvel, ou LTE, previsto para Junho, direccionados sobretudo para a banda larga móvel. Os técnicos prevêem ainda que as tarifas de terminação móvel continuem a descer no terceiro trimestre.
A partir do terceiro trimestre o serviço universal postal vai começar a pagar IVA, segundo a proposta da ‘troika'. Os técnicos querem também a implementação efectiva da liberalização, prevendo que o regulador seja responsável pela monitorização dos preços e custos.
As medidas relacionadas com o sector das telecomunicações serão para implementar, na sua maioria, já no terceiro trimestre deste ano, reza no memorando que o Diário Económico teve acesso.
Segunda-feira, 2 de Maio de 2011
FMI quer remédios mais baratos
A ‘troika' quer uma descida de 6% no preço dos medicamentos, uma medida que reduzirá as despesa do Estado com saúde.
Esta descida dos preços será feita à custa da redução do lucro das farmácias. É que uma descida da margem dos actuais 20% para 14%, levará a uma diminuição de 6% no preço de venda ao público dos remédios. E como as comparticipações do Estado são calculadas sobre o preço de venda ao público, o Estado poderá encaixar vários milhões de euros, sem sobrecarregar o orçamento das famílias. Mas para que seja cumprido este objectivo é preciso que o Governo altere administrativamente o preço dos medicamentos.
A medida contraria uma das recentes resoluções do Governo que, em Março do ano passado, aprovou o regresso da margem de lucro das farmácias aos 20%. As margens de lucro tinham sido reduzidas em 2005, no tempo do ex-ministro da Saúde, Correia de Campos, para 18,25%. A indústria farmacêutica criticou duramente a medida, uma vez que na altura deu-se o efeito inverso: para que os medicamentos chegassem ao consumidor ao mesmo preço, foram os laboratórios que acomodaram o aumento do lucro das farmácias. Agora, a intenção da ‘troika' não poupará as farmácias, aplicando à indústria medidas mais leves, segundo apurou o Diário Económico.
Segunda-feira, 11 de Abril de 2011
Jacques Brel
Jacques Brel foi um génio da música ligeira, tendo deixado o mundo mais triste e menos romântico depois da sua partida.
"Ne me quitte pas" é uma das mais belas canções de amor, como um grito definitivo de quem julga ser impossivel viver sem o amor que é a razão da sua vida. Foi escrita no decorrer da sua separação com Suzanne Gabriello, embora o autor tenha dito que a canção não é sobre o amor, mas sobre a cobardia dos homens.
"Ne me quitte pas" é uma das mais belas canções de amor, como um grito definitivo de quem julga ser impossivel viver sem o amor que é a razão da sua vida. Foi escrita no decorrer da sua separação com Suzanne Gabriello, embora o autor tenha dito que a canção não é sobre o amor, mas sobre a cobardia dos homens.
Domingo, 3 de Abril de 2011
Futebol Clube do Porto
O Porto ganhou ao Benfica no Estádio da Luz por 2 a 1 e chegou ao 25.º título de campeão nacional de forma totalmente merecida. Parabéns aos vencedores e honra aos vencidos.
Segunda-feira, 21 de Março de 2011
1058º Aniversário de Argivai
A freguesia de Argivai irá celebrar o seu 1058º Aniversário com um programa de actividades entre os dias 25 e 27 de Março.
Na sexta-feira, às 14h30, no Largo do Padrão, terá lugar uma apresentação artística pelos alunos da Escola Primária da Pedreira, e às 21h30, no Salão Nobre da Junta de Freguesia, acontece a Sessão Solene de Aniversário, que contará com a participação de José Flores Gomes (Arqueólogo Municipal) e Deolinda Carneio (Directora do Museu Municipal). Às 22h30, será inaugurada uma Exposição de Peças Antigas em Cerâmica que estará patente na Junta de Freguesia.
Durante o fim-de-semana, dias 26 e 27, irá decorrer uma Feira das Associações de Argivai, no Largo do Padrão, sendo que a abertura da Feira será às 14h30 de sábado e a partir das 15h00 de domingo, haverá animação artística.
As iniciativas comemorativas do 1058º aniversário de Argivai são organizadas pela Junta de Freguesia de Argivai e contam com a colaboração das seguintes associações: UDC Argivai, Argevadi e Rancho das Carvalheiras.
Portal Municipal da Póvoa de Varzim
Portal Municipal da Póvoa de Varzim
Sábado, 12 de Março de 2011
Gerações à Rasca
Hoje aconteceu um impressionante sobressalto cívico com a participação de três centenas de milhar de pessoas concentradas pelas várias cidades do país. Só na cidade de Lisboa concentraram-se aproximadamente duzentas mil pessoas, num sinal de protesto contra as assimetrias reinantes neste jardim à beira mar plantado. Esta manifestação foi a maior mobilização realizada no país à margem dos partidos e sindicatos, o que denota de forma clara que os portugueses estão a construir uma sociedade civil forte.
O que deveria ser o dia da manifestação da geração à rasca, transformou-se no dia da manifestação das gerações à rasca, porque os problemas sociais são transversais a várias gerações.
O que deveria ser o dia da manifestação da geração à rasca, transformou-se no dia da manifestação das gerações à rasca, porque os problemas sociais são transversais a várias gerações.
Segunda-feira, 21 de Fevereiro de 2011
TAP Air Portugal
A Parpública, Sociedade Gestora de Participações Sociais de capitais exclusivamente públicos, divulgou o Relatório de Gestão e Demonstrações Financeiras referente ao 1º Semestre de 2010 das empresas que tutela, donde se verifica que o Grupo TAP apresentou prejuízos de 79 milhões €, mais 16,7 milhões € do que no período homólogo.
No que respeita ao transporte aéreo o prejuízo gerado foi superior a 18 milhões €, apesar da evolução positiva traduzida pelo aumento do tráfego de passageiros, mais 5,7% do que em 2009, sobretudo nos voos para o Brasil, mais 33,5%, e para África, mais 12,3%.
Na manutenção, há a registar um prejuízo de aproximadamente 19 milhões €, gerado na operação no Brasil, cujo prejuízo permanece ao nível do ano anterior na ordem dos 28 milhões €.
Também a actividade do handling se mantém deficitária, tendo gerado prejuízos de cerca de 12 milhões €. A estes prejuízos directamente relacionados com a actividade operacional acresce ainda o impacto do custo do financiamento que se traduziu num resultado financeiro negativo de 21 milhões €, valor equivalente ao verificado no período homólogo.
Apesar destes prejuízos, pagos pelos contribuintes, a TAP não quer participar no plano de austeridade, ao nível da massa salarial, previsto no orçamento de estado de 2011, colocando-se à margem dos sacrifícios dos restantes portugueses.
A TAP não serve os interesses estratégicos de Portugal, pois os seus voos são mais caros que os da concorrência. Para o Brasil a Ibéria é mais barata, para os EUA a Lufthansa e a Air France são mais baratas e dentro da Europa a Ryanair e Easy Jet são muito mais baratas.
Por estes motivos, a privatização da TAP é absolutamente necessária e urgente para concorrer no mercado com as suas congéneres através de uma gestão racionalizada dos custos de exploração, garantindo desta forma a sua sobrevivência, o que é fundamental para Portugal.
Quarta-feira, 2 de Fevereiro de 2011
Vida Activa com Desporto
A iniciativa teve início em 2005, apenas com a adesão de 29 pessoas. Hoje, volvidos cinco anos, são mais de cinco centenas os idosos que usufruem, todas as semanas, de aulas de natação, ginástica e musculação nas Piscinas e no Pavilhão Municipal. São oito as associações que aceitaram o desafio e que apostam no Desporto, tal como a autarquia, para uma vida saudável e plena. A Beneficente, a Associação de Reformados Poveiros, o Centro Social e Paroquial de Terroso, o Centro Social Bonitos de Amorim, o Centro Social e Paroquial de Aver-o-Mar, o Centro Social de Bem Estar de S. Pedro de Rates, Argevadi e Laundos AKRIBEIA encaminham, anualmente, os seus utentes para as aulas na Varzim Lazer. Mas, não só os utentes das instituições podem beneficiar deste projecto. Qualquer pessoa, desde que reformada e com mais de 65 anos pode participar. As inscrições permanecem abertas ao longo do ano e são totalmente gratuitas.
Quem já teve a oportunidade de assistir a uma destas aulas pode confirmar o entusiasmo com que cada participante pratica cada uma das modalidades, sendo notório o empenho em todos os exercícios. Reconhecem a importância deste Projecto no que diz respeito à sua saúde física e mental. Afinal, a expressão “corpo são em mente sã” toma forma nesta iniciativa da Câmara Municipal. A própria autarquia tem registado essa satisfação e o vereador do Desporto, Aires Pereira, reafirma que “a considerável participação vem ao encontro do esforço que tem sido feito em prol destas pessoas e das instituições que diariamente as tratam. O entusiasmo tem sido crescente e por isso este é um programa que vai continuar”.
Até Junho de 2011, os atletas vão ter a oportunidade de conviver também em actividades lúdicas. A Festa de Natal”, a Semana Avós e Netos e a Caminhada Sénior são as iniciativas paralelas ao projecto.
Portal Municipal da Póvoa de Varzim
Terça-feira, 1 de Fevereiro de 2011
Vir o Fundo ou ir ao Fundo
"Quem não cumpre as suas responsabilidades orçamentais deveria ser impedido de ser eleito, nem que fosse para membro de assembleia municipal", defendeu ontem Silva Lopes, durante o colóquio "Portugal 2011: Vir o Fundo ou ir ao Fundo?", realizado em Lisboa.
Silva Lopes diz que o Tribunal de Contas deveria ter autoridade para aplicar "penalizações de natureza efectiva" aos políticos e responsáveis que não façam uma boa gestão das finanças públicas.
Silva Lopes disse ainda que como os agentes e políticos não lhes cortam a autonomia, a situação só pode ser resolvida com uma "intervenção externa".
Quinta-feira, 6 de Janeiro de 2011
Preços dos combustíveis nas bombas
Segundo noticia o Jornal de Notícias de hoje, a Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis tem dúvidas sobre os preços dos combustíveis nas bombas. Eu diria que essas dúvidas são extensivas aos consumidores em geral, vítimas desta situação insustentável, e às associações que os representam, que não compreendem esta escalada desenfreada dos preços dos combustíveis.
A Associação tem "dúvidas" sobre a forma como os preços nas bombas acompanham as oscilações do mercado internacional, considerando que desceram menos em Portugal do que no resto da Europa, "a Autoridade da Concorrência diz-nos que há livre concorrência e que os preços acompanham as oscilações do mercado internacional, mas temos dúvidas porque é que na Europa os combustíveis desceram muito mais do que em Portugal e subiram menos do que em Portugal. É a dúvida que temos. A bota não bate com a perdigota na maior parte das vezes", disse à Lusa o vice-presidente da associação, António Amaral.
A Associação tem "dúvidas" sobre a forma como os preços nas bombas acompanham as oscilações do mercado internacional, considerando que desceram menos em Portugal do que no resto da Europa, "a Autoridade da Concorrência diz-nos que há livre concorrência e que os preços acompanham as oscilações do mercado internacional, mas temos dúvidas porque é que na Europa os combustíveis desceram muito mais do que em Portugal e subiram menos do que em Portugal. É a dúvida que temos. A bota não bate com a perdigota na maior parte das vezes", disse à Lusa o vice-presidente da associação, António Amaral.
"Os custos que nos são apresentados em termos práticos não são os que constatamos", acrescentou o mesmo dirigente.
Uma análise feita pela Lusa concluiu que preços da gasolina sem chumbo 95 subiram em média todas as semanas desde Setembro à excepção de quatro vezes, apesar de se terem registado sete quedas de preço deste produto refinado nos mercados internacionais.
Os dados Direcção Geral de Geologia e Energia, que lista os preços deste combustível no continente, indicam que a 01 de Setembro cada litro de gasolina sem chumbo 95 custava em média 1,357 euros. Desde então, a DGGE registou 14 subidas de preços à segunda-feira - o dia de referência - custando agora cada litro de gasolina 95 em média 1,48 euros (quase 13 cêntimos mais), desceu três vezes e uma vez manteve-se inalterada.
As petrolíferas referem que estes preços na bomba acompanham a média semanal de preços dos produtos refinados nos mercados internacionais.
No entanto, de acordo com a agência Bloomberg, que lista estes preços diariamente, a média semanal de preços da tonelada métrica de gasolina 95 nos mercados internacionais subiu 10 vezes e desceu sete. Ou seja, desceu menos vezes em Portugal do que nos mercados internacionais.
No gasóleo, os números indicam uma tendência semelhante: o preço médio na bomba em Portugal subiu 13 vezes desde início de Setembro, desceu quatro e manteve-se inalterado uma vez. Já nos mercados internacionais a tonelada cúbica de gasóleo subiu 11 vezes na média semanal e desceu seis.
Quarta-feira, 8 de Dezembro de 2010
Quarta-feira, 1 de Dezembro de 2010
Centro Social e Paroquial de Aver-o-Mar
O Centro Social e Paroquial de Aver-o-Mar é uma Instituição Particular de Solidariedade Social fundada em 1976, e tem como objectivo fundamental colaborar em actividades de apoio social, no âmbito da acção social relativas a crianças, jovens e pessoas idosas.
Tive o privilégio de colaborar na construção das actuais instalações, como responsável pela execução da primeira fase da obra, que permitiu a criação de novas valências, isto é, para além do Jardim de Infância, o Centro Social e Paroquial passou a dispor de Creche, A.T.L., Lar de Idosos e Centro de Dia, inauguradas em 2001.
No entanto, o privilégio maior foi ter conhecido pessoalmente o cidadão generoso e empreendedor, com um enorme sentido de solidariedade, reconhecido e plasmado na memória das pessoas pelas terras onde missionou, através das inúmeras obras que deixou. Refiro-me ao Senhor Padre Joaquim Moreira Amorim, pároco em Aver-o-Mar, em Touguinha e, entre 1981 e 1991, foi, cumulativamente, também pároco de Argivai.
"Deus quer, o homem sonha e a obra nasce", escreveu o nosso poeta Fernando Pessoa (Lisboa, 13 de Junho de 1888 - Lisboa, 30 de Novembro de 1935), considerado um dos maiores poetas da Língua Portuguesa e da Literatura Universal. Na sua terra natal, em Aver-o-Mar, o Senhor Padre Joaquim Moreira Amorim sonhou erguer esta magnífica obra, para tal lutou até à exaustão, recorrendo à sua humildade, inteligência e capacidade de trabalho, para conseguir os meios financeiros, públicos e privados, incluindo os seus e os dos seus conterrâneos, que corresponderam ao apelo, compreendendo a importância deste equipamento, e desta forma fizeram aparecer as imprecíndiveis ajudas necessárias para erguer esta obra de indiscutível alcance social.
No ano passado, nas festas de Agosto da Nª Sª da Neves, na sequência de um seu novo sonho, apelou aos seus conterrâneos para a necessidade da angariação de fundos para a construção de uma nova igreja, tendo proferido, à laia de comparação, as seguintes palavras relativamente ao Centro Social e Paroquial, "..fizemos este Centro admirável, que foi feito com muito gosto, com muito carinho e também com todo o sacrifício da nossa população...eu sou daqui, ...".
Quinta-feira, 18 de Novembro de 2010
6º Fórum SST
Decorreu no dia 17 de Novembro do corrente ano o 6º Fórum SST, com elevada afluência de participantes, no auditório do Centro Social e Cultural de Olival, em Vila Nova de Gaia, subordinado ao tema "As consequências das más práticas nos locais de trabalho".
Sexta-feira, 5 de Novembro de 2010
Ai, Portugal, Portugal...
Segundo noticia o Diário Económico, o Fundo Monetário Internacional diz que Portugal será obrigado a pedir ajuda internacional uma vez que os mercados estão a apostar na falência quase certa do País.
Assim, afirma que Portugal será obrigado a recorrer aos fundos de apoio do Fundo Monetário Internacional e da União Europeia (UE), isto apesar de reconhecer que as melhorias previstas nas contas públicas até são significativas, e que, em condições normais, dariam resultados positivos no alívio das restrições no crédito.
É triste constatar que Portugal, um país que foi baluarte da civilização ocidental na condição de potência mundial na época dos descobrimentos, ande hoje de mão estendida, qual mendigo dependente da compaixão de terceiros, para conseguir sobreviver, quando somos os únicos responsáveis por esta triste sina, ao escolhermos os políticos para nos governar, onde as qualidades necessárias e suficientes exigidas por nós é serem demagógicos e palavrosos, onde a seriedade e a defesa do interesse geral não são qualidades exigidas para terem o nosso voto.
Não culpemos exclusivamente a crise internacional e os mercados. Há anos que assistimos impávidos e serenos ao encerramento de empresas, implicando o recurso à importação daquilo que até aí produzíamos, criando desemprego e défice na balança comercial. Sejamos claros, não produzimos o suficiente, o que é preocupante, pois as importações são excessivamente superiores às exportações.
A função de um governo, mandatado pelo voto popular, é organizar e desenvolver o país, e o que se tem passado nas últimas décadas de governação democrática deixa algo a desejar, devido à tomada de decisões demasiadamente gravosas para as gerações vindouras.
A função de um governo, mandatado pelo voto popular, é organizar e desenvolver o país, e o que se tem passado nas últimas décadas de governação democrática deixa algo a desejar, devido à tomada de decisões demasiadamente gravosas para as gerações vindouras.
Acabamos com as pescas e a metalurgia, a agricultura está pelas ruas da amargura, apesar das enormes potencialidades agrícolas, em suma, deixamos de produzir, embevecidos nas teorias mirabolantes de terciarização que arruinaram o nosso país.
Somos um país de perniciosas concertações, onde em alguns sectores económicos, por não haver uma concorrência saudável, o consumidor não tem qualquer alternativa na aquisição de bens essenciais.
Somos um país de corporações e de grupos de pressão, que actuam com a nossa complacência, como se fossem um estado dentro do próprio estado, e quando um governante pretende relevar o interesse geral - o que é raro -, o governante cai, perdendo no braço de ferro, por não exercermos a nossa cidadania no apoio do interesse geral.
Somos um país de corporações e de grupos de pressão, que actuam com a nossa complacência, como se fossem um estado dentro do próprio estado, e quando um governante pretende relevar o interesse geral - o que é raro -, o governante cai, perdendo no braço de ferro, por não exercermos a nossa cidadania no apoio do interesse geral.
Mas nem tudo são más notícias, finalmente foi anunciado o fim da acumulação de pensões com salários. Era uma das situações iníquas que estava a contribuir para uma ainda maior descredibilização da classe politica e para a descapitalização da Segurança Social.
Ainda falta outra medida que é a criação de um tecto máximo para os valores da reforma. Não se compreende que existam reformas milionárias num País com tantos problemas financeiros e onde um grande número de beneficiários recebe valores de pobreza.
É evidente que as medidas que agora foram anunciadas, foram unicamente tomadas por causa da crise existente, deveriam ter sido tomadas há muito tempo. Este trabalho deve ser feito com muita determinação, porque ainda há muito a fazer e o que se teme é que quem nos governa não tenha a força ou a coragem suficiente para fazer face à resistência atávica das forças de bloqueio.
Ainda falta outra medida que é a criação de um tecto máximo para os valores da reforma. Não se compreende que existam reformas milionárias num País com tantos problemas financeiros e onde um grande número de beneficiários recebe valores de pobreza.
É evidente que as medidas que agora foram anunciadas, foram unicamente tomadas por causa da crise existente, deveriam ter sido tomadas há muito tempo. Este trabalho deve ser feito com muita determinação, porque ainda há muito a fazer e o que se teme é que quem nos governa não tenha a força ou a coragem suficiente para fazer face à resistência atávica das forças de bloqueio.
Segunda-feira, 25 de Outubro de 2010
A morosidade da Justiça
A TSF noticiou que será oficialmente divulgado nesta segunda-feira um estudo da Comissão Europeia para a Eficácia da Justiça, um organismo do Conselho da Europa, onde consta que Portugal é dos países que mais tempo demoraria a resolver todos os casos que estão pendentes nos tribunais. São inúmeros os processos que continuam por se resolver há anos e anos, uma situação considerada catastrófica no documento da Comissão para a Eficácia da Justiça.
Estes atrasos são inconcebíveis e reconhecidamente injustos, porquanto, além de onerar quem recorre aos tribunais na defesa dos seus legítimos direitos, os cidadãos deixam de acreditar no sistema judicial, parecendo que existe uma Justiça para ricos e outra para pobres, o que é censurável numa sociedade dita democrática.
Segundo o estudo do Conselho da Europa, Portugal é um dos países da Europa com o rácio mais elevado de profissionais de Justiça em relação à população, com 294,9 por 100 mil habitantes. Neste rácio estão incluídos juízes, advogados, procuradores e notários.
Segundo o estudo do Conselho da Europa, Portugal é um dos países da Europa com o rácio mais elevado de profissionais de Justiça em relação à população, com 294,9 por 100 mil habitantes. Neste rácio estão incluídos juízes, advogados, procuradores e notários.
Sábado, 9 de Outubro de 2010
Deputados suecos
Reportagem veiculada pelo canal brasileiro BANDNEWS mostra como são, como vivem e trabalham os membros da classe política na Suécia. Sem privilégios, sem mordomias, sem assessores nem motoristas, alguns deputados suecos chegam a partilhar a cozinha e a lavandaria com outras pessoas e a viver em apartamentos com menos de 20 metros quadrados para ficarem no centro de Estocolmo.
Terça-feira, 5 de Outubro de 2010
Viva a República!
Hoje comemora-se o primeiro centenário da implantação da República Portuguesa. É dia para recordar os nossos heróis: os que lutaram e os que deram a vida para que a causa republicana visse a luz da liberdade. Esta acção destemida e patriótica teve como corolário a destituição do regime monárquico, que se encontrava isolado e desacreditado, por não dar resposta aos anseios de modernidade e por demonstrar incapacidade de devolver ao país o prestígio perdido e de colocar Portugal na senda do progresso. O regime republicano foi proclamado às 9 horas da manhã do dia 5 de Outubro de 1910 da varanda dos Paços do Concelho de Lisboa por José Relvas.
Sexta-feira, 1 de Outubro de 2010
Escola EB1 e JI da Asprela
Foi com indisfarçável emoção que assisti no passado dia 28 de Setembro à inauguração da remodelação e ampliação da Escola EB1 e Jardim de Infância da Asprela, onde tive o ensejo de colaborar na supervisão da execução da empreitada. A freguesia de Sermonde ficou mais rica com a renovada Escola EB1 e o Jardim de Infância da Asprela, após profundas obras de remodelação e ampliação, que implicaram um investimento de 600 mil euros, o equipamento de ensino básico pode agora ombrear com os melhores do País.
"É com satisfação e alguma emoção que vejo esta obra de grande qualidade para o ensino numa freguesia de pequenas dimensões, no interior do concelho", referiu o Presidente da Câmara, aquando da cerimónia inaugural. "Esta obra vem no seguimento de uma política de investimento repartido e justo, no litoral e no interior", acrescentou o edil, perante pais, professores, pessoal auxiliar e alunos, todos visivelmente satisfeitos com as remodeladas e funcionais instalações.
A Escola aumentou a sua capacidade para 82 alunos e dispõe de quadros interactivos, duas novas salas, biblioteca, cantina e parque infantil, graças a um projecto bem dimensionado e bem estruturado que dir-se-ia tratar-se de uma obra construída de raiz.
Quarta-feira, 22 de Setembro de 2010
Aqueduto de Santa Clara
Noticia o jornal Público de hoje que a Direcção Regional de Cultura do Norte anunciou que as obras de reparação do aqueduto de Santa Clara, em Argivai, vão recomeçar na próxima semana. A Direcção Regional de Cultura do Norte garante que os trabalhos, cuja suspensão durante o período das férias foi criticada pela Câmara da Póvoa de Varzim, vão ser concluídos no prazo inicialmente previsto.
O aqueduto, com cerca de quatro quilómetros de extensão, classificado como monumento nacional em 1910, foi construído no século XVIII, entre 1705 e 1714, formado por 999 arcos, transportava água das nascentes de Terroso para o Mosteiro de Santa Clara em Vila do Conde. A intervenção consiste na reconstrução de dois arcos que ruíram na véspera de Natal do ano passado, por o aqueduto na extensão de Argivai se encontrar em mau estado de conservação.
O aqueduto, com cerca de quatro quilómetros de extensão, classificado como monumento nacional em 1910, foi construído no século XVIII, entre 1705 e 1714, formado por 999 arcos, transportava água das nascentes de Terroso para o Mosteiro de Santa Clara em Vila do Conde. A intervenção consiste na reconstrução de dois arcos que ruíram na véspera de Natal do ano passado, por o aqueduto na extensão de Argivai se encontrar em mau estado de conservação.
Quarta-feira, 15 de Setembro de 2010
Serviço Nacional de Saúde
Hoje é dia de aniversário do Serviço Nacional de Saúde. Faz 31 anos que a Lei n.º 56/79, de 15 de Setembro, criou o Serviço Nacional de Saúde, enquanto instrumento do Estado para assegurar o direito à protecção da saúde, nos termos da Constituição. O acesso é garantido a todos os cidadãos portugueses, independentemente da sua condição económica e social, bem como aos estrangeiros, em regime de reciprocidade, apátridas e refugiados políticos.
O Serviço Nacional de Saúde deve estar ao serviço dos utentes, porque são estes, como contribuintes, que o financiam. A participação destes é importante na melhoria da qualidade do SNS, como contrapeso aos inúmeros interesses que gravitam à sua volta e o tornam ineficiente, para que o direito à protecção da saúde se mantenha universal e tendencialmente gratuito, e na prevenção e tratamento da doença não haja diferenciação entre ricos e pobres.
Sexta-feira, 13 de Agosto de 2010
António Nobre
António Nobre (Porto, 16 de Agosto de 1867 - Foz do Douro, 18 de Março de 1900), poeta simbolista, deixou um conjunto de inéditos publicados postumamente, apenas publicou em vida a obra Só.
Passou a sua infância em Trás-os-Montes e no litoral a norte do Porto, incluindo a Póvoa de Varzim, que o marcou pela memória das paisagens e das gentes que conheceu e que se reflecte na obra.
Magnífica interpretação do meu amigo Aurelino Costa do poema Lusitânia no Bairro Latino - 2, da colectânea Só, donde António Nobre dedica alguns dos seus versos ao lendário pescador poveiro.
Lusitânia no Bairro Latino - 2
Georges! anda ver o meu país de Marinheiros
O meu país das Naus, de esquadras e de frotas!
Oh as lanchas dos poveiros
A saírem a barra, entre ondas e gaivotas!
Que estranho é!
Fincam o remo na água, até que o remo torça,
À espera de maré,
Que não tarda aí, avista-se lá fora!
E quando a onda vem, fincando-o com toda a força,
Clamam todas à uma: «Agôra! agôra! agôra!»
E, a pouco e pouco, as lanchas vão saindo
(Às vezes, sabe Deus, para não mais entrar...)
Que vista admirável! Que lindo! que lindo!
Içam a vela, quando já têm mar:
Dá-lhes o Vento e todas, à porfia,
Lá vão soberbas, sob um céu sem manchas,
Rosário de velas, que o vento desfia,
A rezar, a rezar a Ladainha das Lanchas:
Senhora Nagonia!
Olha acolá!
Que linda vai com seu erro de ortografia...
Quem me dera ir lá!
Senhora Daguarda!
(Ao leme vai o Mestre Zé da Leonor)
Parece uma gaivota: aponta-lhe a espingarda
O caçador!
Senhora d'ajuda!
Ora pro nobis!
Caluda!
Sêmos probes!
Senhor dos ramos
Istrela do mar!
Cá bamos!
Parecem Nossa Senhora, a andar.
Senhora da Luz!
Parece o Farol...
Maim de Jesus!
É tal e qual ela, se lhe dá o Sol!
Senhor dos Passos!
Sinhora da Ora!
Águias a voar, pelo mar dentro dos espaços
Parecem ermidas caiadas por fora...
Senhor dos Navegantes!
Senhor de Matuzinhos!
Os mestres ainda são os mesmos dantes:
Lá vai o Bernardo da Silva do Mar,
A mailos quatro filhinhos,
Vascos da Gama, que andam a ensaiar...
Senhora dos aflitos!
Martir São Sebastião!
Ouvi os nossos gritos!
Deus nos leve pela mão!
Bamos em paz!
Ó lanchas, Deus vos leve pela mão!
Ide em paz!
Ainda lá vejo o Zé da Clara, os Remelgados,
O Jeques, o Pardal, na Nam te perdes,
E das vagas, aos ritmos cadenciados,
As lanchas vão traçando, à flor das águas verdes,
«As armas e os varões assinalados...»
Lá sai a derradeira!
Ainda agarra as que vão na dianteira,..
Como ela corre! com que força o Vento a impele:
Bamos com Deus!
Lanchas, ide com Deus! ide e voltai com Ele
Por esse mar de Cristo...
Adeus! adeus! adeus!
Sábado, 7 de Agosto de 2010
Xutos e Pontapés
Os Xutos e Pontapés são considerados como uma das bandas portuguesas mais conhecidas e com maior sucesso no nosso país. Foi fundada em 1978 e têm consolidado uma posição ímpar no meio musical português, tendo já gravado mais de 12 álbuns em estúdio e ao vivo. As suas músicas são uma mistura de punk, rock progressivo, country e folk português.
Os Xutos e Pontapés foram agraciados pelo Presidente da República Jorge Sampaio com a Ordem do Infante D. Henrique em 2004, pelos seus 25 anos de carreira.
Os Xutos e Pontapés foram agraciados pelo Presidente da República Jorge Sampaio com a Ordem do Infante D. Henrique em 2004, pelos seus 25 anos de carreira.
Sábado, 17 de Julho de 2010
Este futebol do meu descontentamento
A notícia mais extraordinária do pós-Mundial 2010 foi publicada no “Record”: mesmo a receber 7,2 milhões de euros de prémio pela presença da Seleção Nacional nos oitavos-de-final, a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) conseguiu apurar um prejuízo de 1 milhão de euros com a campanha na África do Sul! E o selecionador Carlos Queiroz recebeu 10 por cento desses 7,2 milhões de prémio: ou seja, 720 mil euros! Extraordinário.Antes de fazer quaisquer outras considerações, é preciso sublinhar as competências do grande planificador que é Carlos Queiroz: nem o pormenor do prémio - principalmente esse - lhe escapou. Imagine-se que Portugal teria chegado a campeão do Mundo: a FPF receberia 23,7 milhões da FIFA e Queiroz embolsaria a justa recompensa de 2,37 milhões. Nada mais natural o treinador campeão mundial ficar rico.
Acontece que a realidade é bem diferente e o que fica das aventuras serranas na Covilhã e do périplo intercontinental, engendrado e executado pelo selecionador nacional, é um lastro de irresponsabilidade que conta com a superior conivência do presidente da FPF, Gilberto Madaíl. Como é que uma federação desportiva de um pequeno país, massacrado sucessivamente com as avaliações comprometedoras das agências de aquém e de além, se pode permitir embarcar numa aventura pensada faraonicamente, à grande, com estágios aqui e ali, para dar prejuízo?
Já sabíamos que o plano era Portugal sair da África do Sul com a taça e tudo bateria certo, com distribuição de grandes prémios e os cofres da FPF cheios. Só que os planos, na maioria dos casos, derrapam e havia no caso da Seleção Nacional a forte possibilidade de o sucesso ser relativo, como foi. Logo, Gilberto Madaíl – e o problema aqui é a falta de liderança do presidente da FPF e não a mania das grandezas do selecionador – deveria ter encontrado a fórmula exata para chegar ao fim do processo com as contas do Mundial no positivo. Madaíl não deveria ter negado um só pedido a Carlos Queiroz: os estágios em altitude, com hotéis aqui e ali, os adjuntos sul-africanos, as missões de observação... nada! Mas deveria ter sido implacável na negociação dos prémios.
Como é que um selecionador que fatura 1,6 milhões de euros por ano precisa de receber mais 720 mil para estar motivado a lutar por um lugar entre as 16 melhores equipas do Mundo? É óbvio que não precisa, ou então Madaíl anda distraído, a pairar em lugares muito longe de Portugal, onde a crise é uma figura de estilo para complexificar manuais de economia. Isto é, os oitavos-de-final seriam os mínimos a cumprir pela equipa 3.ª classificada no ranking da FIFA, sem direito a qualquer prémio, para além daquelas diárias que funcionam como principescas ajudas de custo, distribuídas pela comitiva.
Teria sido fácil a FPF ficar a salvo de qualquer ridículo, porque até tinha as contas feitas. Madaíl sabia que só a presença nos quartos-de-final, com 14,4 milhões de euros pagos pela FIFA, equilibraria a contabilidade, mas resolveu apostar no risco e saiu-lhe esta rifa: arcar com o ridículo de ter de premiar milionariamente um resultado julgado medíocre pelos portugueses. Nesta altura, resta-lhe negociar um acerto com o selecionador, fazendo-lhe ver que 720 mil euros é um prémio escandaloso. E não vale a pena vir com desmentidos que nada desmentem. Ficam mal.
Acontece que a realidade é bem diferente e o que fica das aventuras serranas na Covilhã e do périplo intercontinental, engendrado e executado pelo selecionador nacional, é um lastro de irresponsabilidade que conta com a superior conivência do presidente da FPF, Gilberto Madaíl. Como é que uma federação desportiva de um pequeno país, massacrado sucessivamente com as avaliações comprometedoras das agências de aquém e de além, se pode permitir embarcar numa aventura pensada faraonicamente, à grande, com estágios aqui e ali, para dar prejuízo?
Já sabíamos que o plano era Portugal sair da África do Sul com a taça e tudo bateria certo, com distribuição de grandes prémios e os cofres da FPF cheios. Só que os planos, na maioria dos casos, derrapam e havia no caso da Seleção Nacional a forte possibilidade de o sucesso ser relativo, como foi. Logo, Gilberto Madaíl – e o problema aqui é a falta de liderança do presidente da FPF e não a mania das grandezas do selecionador – deveria ter encontrado a fórmula exata para chegar ao fim do processo com as contas do Mundial no positivo. Madaíl não deveria ter negado um só pedido a Carlos Queiroz: os estágios em altitude, com hotéis aqui e ali, os adjuntos sul-africanos, as missões de observação... nada! Mas deveria ter sido implacável na negociação dos prémios.
Como é que um selecionador que fatura 1,6 milhões de euros por ano precisa de receber mais 720 mil para estar motivado a lutar por um lugar entre as 16 melhores equipas do Mundo? É óbvio que não precisa, ou então Madaíl anda distraído, a pairar em lugares muito longe de Portugal, onde a crise é uma figura de estilo para complexificar manuais de economia. Isto é, os oitavos-de-final seriam os mínimos a cumprir pela equipa 3.ª classificada no ranking da FIFA, sem direito a qualquer prémio, para além daquelas diárias que funcionam como principescas ajudas de custo, distribuídas pela comitiva.
Teria sido fácil a FPF ficar a salvo de qualquer ridículo, porque até tinha as contas feitas. Madaíl sabia que só a presença nos quartos-de-final, com 14,4 milhões de euros pagos pela FIFA, equilibraria a contabilidade, mas resolveu apostar no risco e saiu-lhe esta rifa: arcar com o ridículo de ter de premiar milionariamente um resultado julgado medíocre pelos portugueses. Nesta altura, resta-lhe negociar um acerto com o selecionador, fazendo-lhe ver que 720 mil euros é um prémio escandaloso. E não vale a pena vir com desmentidos que nada desmentem. Ficam mal.
Record de 14 de Julho de 2010
Quarta-feira, 7 de Julho de 2010
Lufada de Democracia e Liberdade
No dia 25 de Junho de 2010 assisti à 2ª Sessão de 2010 da assembleia de freguesia, e, comparando-a com as assembleias do quadriénio 2005-2009, nas quais participei como deputado, constatei uma melhoria qualitativa substancial na forma como a assembleia interpreta a aplicação do regimento, para começar, agora, todos os deputados podem apresentar propostas, sem verem esse direito sonegado através de argumentação sui generis como anteriormente.
No referido quadriénio, para se apresentar uma simples proposta de recomendação para votação, foi preciso esperar por quatro sessões da assembleia, sendo que à quarta foi votada, devido a igual número de insistências, porque doutra forma jamais teria visto a luz do dia.
No mesmo período, em 2007, foi solicitada uma sessão extraordinária por um grupo de deputados, de acordo com o preceituado no regimento e legislação em vigor, para esclarecimento de assuntos considerados importantes, tendo sido recusada à primeira, em 2007, à segunda em 2008 e só, finalmente, à terceira tentativa, em 2009, foi concedida a famigerada sessão extraordinária.
Esteve bem o Dr. Renato Pereira quando, a determinada altura da sua intervenção, se referiu à "lufada de democracia e liberdade, e que não é o uso de palavras caras que dá solenidade ao local...".
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