terça-feira, 21 de julho de 2009

António Variações

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António Variações continua a ser um marco na história da musica portuguesa e os seus temas continuam actuais. "Variações é uma palavra que sugere elasticidade, liberdade. E é exactamente isso que eu sou e que faço no campo da música. Aquilo que canto é heterogéneo. Não quero enveredar por um estilo. Não sou limitado. Tenho a preocupação de fazer coisas de vários estilos". Afirmou este excêntrico, paradoxal e visionário interprete da música portuguesa.

domingo, 12 de julho de 2009

Inter-Freguesias


Na tarde de Sábado, 11 de Julho, a UDCA organizou no seu campo de futebol uma festa de encerramento da época 2008/2009 do Campeonato Inter-Freguesias, que a população aderiu com grande entusiasmo e participação, não faltando as tradicionais febras e o frango assado. Durante a festa foi apresentada a taça "Os mais de 2009" conquistada pela UDCA no referido campeonato.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Ó Zé quem ganhou a taça?

 
Outrora, antes da construção da A28, dos seus acessos e das instalações da Agros, a pequenada fazia vários percursos pedonais à revelia da autorização dos seus progenitores pelos lugares mais bucólicos e pitorescos da nossa terra. Um dos percursos preferidos era por uma viela que se iniciava no Adro da Igreja do Nosso Senhor dos Milagres, ao lado da casa da Dª Isaura e continuava por caminhos e carreiros até aos pinhais e campos de Quintela e Cassapos.
Era a aventura e a descoberta a fervilhar nas nossas cabeças, eram os sardões, as sardaniscas ou as cobras que atravessavam e apanhavam sol nos dias de canícula nos carreiros que calcorreávamos, era a tentação dos ninhos que descobríamos nos mais variados locais dos pinhais, eram as amoras que comíamos deleitadamente, era a redobrada emoção da descoberta.
Outras vezes levávamos uma bola para brincar ou jogávamos num qualquer espaço que encontrássemos a jeito.
Nessa altura existia uma casa onde viviam um miúdo deficiente motor que se deslocava com a ajuda de muletas, que se chamava Zé Macedo, meu amigo, a mãe e o avô. Lembro-me que ao pé dessa casa existia um lavadouro público alimentado por uma linha de água natural (que pena que esse lavadouro não faça parte do nosso património histórico, devidamente enquadrado num percurso pedonal) e perto um pequeno planalto com algum afloramento rochoso, mas com algumas condições para se poder dar uns chutos na bola.
Numa tarde soalheira de Verão, não resistimos à tentação de fazer um jogo nesse pequeno campo ao pé da casa do Zé. Naquela altura o Benfica era a equipa da moda, como agora é o Porto, e era com orgulho que gostávamos de ser comparados com os então ídolos da bola, eu sou o Eusébio, eu sou o Coluna, eu sou o José Augusto, eu sou o Jaime Graça, etc....eu sou avançado de centro, eu sou extremo-esquerdo, eu sou médio,...enfim..., era uma alegria.
Entretanto irrompe do meio de nós o Zé: ..."tenho uma taça para a equipa que ganhar o jogo", e mostrou-a, era de facto uma taça!
Sei que jogámos, não me lembro se o jogo chegou ao fim ou não (às vezes não chegava...), não me lembro quem a ganhou, mas que havia uma taça em disputa, havia. Ó Zé quem ganhou a taça?

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Quem és, donde vens, e para onde vais?


Conta-se que certa vez, o poeta Bocage, saindo já noite larga do Café Nicola, um dos seus inúmeros amigos resolveu pregar-lhe um susto. Fingindo-se de assaltante, abordou-o e perguntou-lhe em tom agressivo: -Quem és, donde vens, e para onde vais?
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Ao que responde o Bocage:
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Sou o poeta Bocage
E venho do Café Nicola
E vou para o outro mundo
Se disparas a pistola.
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Vem esta história, atribuída ao grande poeta Bocage, a propósito da próxima campanha eleitoral para os órgãos autárquicos da nossa freguesia, onde, pelo que se diz, já se ouvem os candidatos e as suas promessas improváveis do costume para a conquista dos votos.
A nossa terra merece autarcas de qualidade, que represente e projecte a nossa freguesia, nos mais variados domínios, para um merecido lugar de topo no concelho da Póvoa de Varzim.
Mas para isso são necessários candidatos qualificados e competentes.
Antes de darmos o nosso voto devemos interrogar-nos sobre os candidatos com as mesmas perguntas feitas pelo amigo ao Bocage:
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Quem és?
Donde vens?
E para onde vais?